Jesuítas indianos minimizam censura vaticana a Michael Amaladoss

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15 Maio 2014

O provincial jesuíta do sul da Ásia, o padre Edward Mudavassery, minimizou os relatos generalizados de que o Vaticano lançou uma investigação sobre os escritos do padre Michael Amaladoss (foto), um proeminente teólogo jesuíta indiano.

A reportagem é de Christopher Joseph, publicada pela agência UCA News, 14-05-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Até onde eu sei, não há nenhuma investigação, e ele não foi impedido de escrever e de lecionar", disse o padre Mudavassery nessa terça-feira.

Ele acrescentou que a Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano convidou o Pe. Amaladoss a Roma na primeira semana de abril para um "diálogo" sobre evangelização, mas insistiu que as conversas com as autoridades da Congregação ocorreram de "forma amigável".

O Pe. Amaladoss, 77 anos, conhecido mundialmente pelos seus ensinamentos sobre cultura e diálogo inter-religioso na Ásia, estaria atualmente na Europa, em uma visita pessoal, e não pôde ser contatado para mais detalhes.

O teólogo, que pertence à província de Madurai dos jesuítas, trabalhou em Roma de 1983 a 1995 como assistente-geral do superior jesuíta da época, Peter-Hans Kolvenbach, com responsabilidades especiais para as questões de evangelização, inculturação e diálogo inter-religioso.

Uma importante autoridade da província de Madurai, que pediu para não ser identificada, confirmou ao sítio UCANews.com que a correspondência entre a Congregação para a Doutrina da Fé e o Pe. Amaladoss "tem ocorrido há algum tempo, ao menos há dois a três anos".

As questões que estão sendo discutidas não se referem a "nenhum livro dele em particular, mas sim a como proclamar Jesus a um público asiático", disse a autoridade.

Desde o Concílio Vaticano II, os teólogos asiáticos – especialmente indianos – têm trabalhado para interpretar a Bíblia e a liturgia nos termos das filosofias e das culturas orientais, a fim de ajudar os asiáticos a compreendê-las.

Não é desconhecido para alguns desses teólogos o fato de estarem sob investigação vaticana, seguida de reprimendas e até mesmo de excomunhão por expressarem opiniões heterodoxas.

Dentre eles, o mais proeminente foi o teólogo Tissa Balasuriya, do Sri Lanka, que foi excomungado em 1997, quando o cardeal Joseph Ratzinger, que mais tarde se tornou o Papa Bento XVI, chefiava a Congregação para a Doutrina da Fé. A excomunhão foi levantada um ano mais tarde, depois que Balasuriya assinou uma profissão de fé. Ele morreu no ano passado, aos 89 anos.

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