Um islâmico e um judeu na delegação de Francisco

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07 Maio 2014

Pela primeira vez durante a viagem internacional de um pontífice, farão oficialmente parte da comitiva papal um rabino e um dignitário islâmico. Ambos amigos de longa data do Papa Francisco, ambos envolvidos com ele durante anos na construção de espaços de diálogo em Buenos Aires. Eles o acompanharão como membros de pleno direito da delegação vaticana durante a breve, mas intensa, peregrinação de três dias à Terra Santa.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no jornal La Stampa, 03-05-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A peregrinação do papa iniciará em Amã, na Jordânia, no sábado, 24 de maio, e continuará na manhã seguinte com as etapas de Belém, nos territórios submetidos à Autoridade Palestina, para concluir em Israel, em Jerusalém.

A notícia de que Abraham Skorka, reitor do Seminário Rabínico Latino-Americano, e o islâmico Omar Abboud, ex-secretário-geral do Centro Islâmico da Argentina, acompanharão oficialmente o Papa Bergoglio foi confirmada na noite dessa sexta-feira pelo porta-voz vaticano, padre Federico Lombardi.

O principal objetivo da peregrinação de Francisco, que responde a um convite feito a ele pelo Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu, é o encontro na basílica do Santo Sepulcro com todas as confissões cristãs presentes na Terra Santa para comemorar o histórico abraço, ocorrido há 50 anos, entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras.

Mas não há dúvida de que o tema do diálogo entre as religiões e as relações entre as três fés que dividem cada metro quadrado da Cidade Santa, considerada como tal por judeus, cristãos e muçulmanos, terá um espaço e um peso importantes.

O pontífice se apresentará, portanto, diante dos seus interlocutores judeus, cristãos e muçulmanos acompanhado por dois velhos amigos, com quem construiu, na capital argentina, o Instituto para o Diálogo. Uma iniciativa – observa Abboud – que se tornou "parte da nossa identidade nacional, um fruto cultivado com vontade por diversos dirigentes e líderes religiosos", graças ao impulso "central do então cardeal Bergoglio para criar espaços para se construir uma cultura do encontro".

Certamente, Buenos Aires está no "fim do mundo", distante ou, melhor, muito distante das tensões que se respiram no Oriente Médio. No entanto, como lembra o líder islâmico, que, assim como os padres de Bergoglio não menospreza o trabalho nas "villas miserias" entre os pobres da capital argentina, "somos uma das poucas cidades do mundo onde a convivência religiosa se desenvolveu do modo que podemos ver".

Na sua primeira visita a Roma depois da eleição de março de 2013, o rabino Skorka, comentando a ideia da viagem e a experiência positiva vivida na América Latina, ouviu Francisco responder: "O nosso diálogo e a nossa amizade são o sinal de que é possível". "Fizemos muitas coisas juntos", lembrou Skorka. "O papa é um amigo sincero do povo judeu."

A relação entre israelenses e palestinos vivem um momento difícil, depois da aproximação de Abu Mazen ao Hamas. Cada gesto e cada palavra serão sopesados com extrema atenção. Mas, justamente por isso, a peregrinação do papa que leva o nome do santo da paz e quer como companheiros de viagem dois expoentes das fés judaica e muçulmana pode ajudar a unir novamente os fios do diálogo.

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