“Cartes é amigo das transnacionais”, afirma membro da Frente Guasú

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Por: Jonas | 07 Maio 2014

Horacio Cartes possui um pensamento monárquico e está pervertendo o Estado de direito. Com estas palavras é que Ricardo Canese (foto), secretário de Relações Internacionais da Frente Guasú (FG) e deputado do Parlasul, mencionou o presidente paraguaio. “Cartes não é a Virgem Maria. Mas, mesmo que fosse, seu pensamento é monárquico, ditatorial. Ou seja, o rei não pode errar.

 
Fonte: http://goo.gl/ZwFACo  

Então, é preciso lhe dar total discricionariedade para que faça o que desejar”, ironizou. Para Canese, esse estilo do mandatário e a implementação de políticas econômicas ortodoxas provocaram a greve geral do dia 26 de março, a primeira em quase duas décadas. “A lei de militarização e a lei da Aliança Público-Privada, que é na realidade uma privatização muito parecida a de Menem, não discutiu nem sequer com o seu próprio partido, com o qual teve muitos atritos. Ele a impôs como uma ordem superior. E os cidadãos começaram a reagir”, disse ao jornal Página/12.

A reportagem é publicada por Página/12, 06-05-2014. A tradução é do Cepat.

Canese afirmou que a greve teve uma adesão de 80 a 90% e que contou com um variado respaldo. “Reuniram-se setores operários, camponeses – que são o maior movimento social no Paraguai – e estudantes. A Frente Guasú foi uma das primeiras a apoiar a greve. Contudo, foram se somando outros partidos progressistas, inclusive o Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA)”, descreveu. Após a paralisação, o governo convocou as centrais sindicais para o diálogo. “O movimento campesino não atendeu, pois não via que Cartes tivesse vontade política de mudar alguma coisa. Agora, o movimento trabalhador que se reuniu com Cartes está bastante decepcionado. Provavelmente haverá uma greve geral em breve, porque Cartes não quer ceder em nada em seu programa neoliberal”, acrescentou.

Um ano após o seu triunfo eleitoral, Cartes está começando a perder apoio dentro e fora de suas fileiras. “Muitos dos sindicatos públicos, com maioria de filiados no Partido Colorado, participaram fortemente da greve. O presidente procurou fazer com que alguns sindicatos da administração pública não participassem, mas mesmo assim participaram. Nesse momento, é preciso observar se a situação perderá a presidência do Congresso”, destacou Canese, que, além disso, enfatizou que o chamado pacto azulgrana – uma aliança entre a situação e o PLRA – está se afundando graças ao desempenho do presidente.

Por outro lado, Canese questionou a intenção de Cartes em se aproximar da Aliança do Pacífico, o bloco de países latino-americanos que busca uma aproximação comercial com os Estados Unidos. “Perguntamo-nos se Cartes tem a intenção de ser um sócio leal do Mercosul. Obviamente, convém ao Paraguai estar no Mercosul. Que sentido tem pensar em uma aliança com o Pacífico? Por nossa própria localização geográfica, pelas relações comerciais e produtivas que temos, deve nos interessar em primeiro lugar o Mercosul”, enfatizou o homem que, em 1993, disputou a presidência com Juan Carlos Wasmosy. “É preciso observar se Cartes será um cavalo de Troia dentro do Mercosul ou se quer entrar em um real processo de integração. As autopeças, as confecções e muitos outros bens que produzimos vão para países do Mercosul. Nós temos que reafirmar essa vocação integradora”, acrescentou.

A aliança que o governo estabeleceu com as transnacionais e poderosos latifundiários é vista com receio pelo empresariado nacional e por grande parte das forças opositoras. “Cartes é amigo das transnacionais. E isso está sendo percebido pelo empresariado nacional. Alguns setores liberais, que não são contrários à privatização, colocaram-se contra ele. O PLRA apoiou a greve e se não a anulação, está planejando a mudança da Aliança Público-Privada em seus aspectos centrais. Ao invés de reunir apoiadores, o presidente estimula adversários”, afirmou Canese.

A partir da Frente Guasú, está se costurando uma aliança alternativa com partidos menores, setores do PLRA e de movimentos sociais. “A Frente já conseguiu se articular com setores sociais e políticos bastante amplos, o que não havíamos conseguido para as eleições de abril de 2013. Vai se gestando um processo de unidade, não apenas progressista, mas também democrático”, expressou o atual deputado do Parlamento do Mercosul, que tem bastante presente o golpe parlamentar contra Fernando Lugo.

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