Cardeal Dolan: Papa Francisco abriu portas para debate sobre uniões civis homoafetivas

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14 Março 2014

No domingo, o cardeal Timothy Dolan disse que o Papa Francisco está fazendo a Igreja Católica olhar para a possibilidade de reconhecer as uniões civis a casais homossexuais, embora o arcebispo de Nova York tenha considerado que seria “desconfortável” se a Igreja adotasse essa posição.

A reportagem é de David Gibson, publicada por Religion News Service, 11-03-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Na semana passada o jornal italiano Corriere della Sera publicou uma entrevista com o papa na qual Francisco reiterou a doutrina da Igreja de que o casamento “é entre um homem e uma mulher”, embora reconhecendo que os governos queiram adotar uniões civis para casais gays e outros a fim de permitir-lhes benefícios econômicos e de saúde, por exemplo.

Francisco disse que as igrejas, em vários países, devem levam em conta tais razões quando formularem suas posições sobre as políticas públicas. “Precisamos considerar os diferentes casos e avaliá-los em particular”, falou.

Esta foi a primeira vez que um papa abriu a possibilidade de a Igreja aceitar alguns arranjos legais para casais homoafetivos. As observações provocaram um onda de reações, algumas indicando que o papa havia aprovado uniões civis ou mesmo sinalizado uma aceitação de casamentos homoafetivos.

O Vaticano rapidamente esclareceu que Francisco estava falando em termos gerais e que as pessoas “não deveriam tentar ler mais nas palavras do papa do que aquilo que ele diz em termos muito genéricos”.

No domingo, quando perguntado sobre uniões civis num programa de TV americano, Dolan disse que Francisco estava falando aos católicos que “precisamos pensar sobre isso, vendo as razões que têm levado” o público a aceitá-las.

“Não é o caso de que ele simplesmente veio e, então, aprovou estas uniões civis”, declarou Dolan, o mais destacado bispo católico americano e ex-presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA. “O que Francisco estava dizendo é: ‘Em vez de sairmos por aí condenando-os (...), vamos nos perguntar a respeito do porquê isso tem o apelo de certas pessoas’”.

Quando David Gregory, apresentador do programa (“Meet the Press”, NBC), perguntou a Dolan se a aceitação de uniões civis o deixaria “desconfortável”, o religioso falou que sim, porque isso “poria água abaixo” a tradicional visão católica do casamento.

Quando ainda era o cardeal Jorge Bergoglio, Francisco teria tentado negociar com o governo argentino a questão da legalização dos casamentos homoafetivos e sinalizou que estaria aberto a uniões civis como alternativa. Uma série de bispos ao redor do mundo vem dizendo que as uniões civis poderiam ser alternativas aceitáveis para os casamentos homoafetivos.

Porém, o assunto tem ressonância especial nos Estados Unidos, onde a luta contra o casamento gay – e qualquer reconhecimento de relações homossexuais – tem sido um marcador importante para os defensores da cultura católica.

No programa de TV, Dolan referiu-se às inquietações de que o Papa Francisco estava desviando os católicos conservadores, que muitas vezes são os mais fiéis frequentadores da missa e alguns dos maiores doadores da Igreja. O cardeal disse ver uma “pequena angústia”, mas que não encontrou um “grande descontentamento”.

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