Os bispos que agradam a Francisco

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03 Março 2014

Ficou claro a partir do raro comprimento do discurso (disponível aqui, em italiano) – quatro ou cinco vezes o tamanho dos seus habituais sermões – que a questão tratada é daquelas que são mais caras ao Papa Francisco.

A nota é de Sandro Magister, publicada no blog Settimo Cielo, 28-02-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quando o que está em jogo é a nomeação dos bispos, Jorge Mario Bergoglio dá o melhor de si mesmo. "Eis os bispos que queremos ter", foi o título de página inteira do L'Osservatore Romano, centrando-se plenamente na intenção do papa, no discurso proferido por ele na quinta-feira, 27 de fevereiro, na sessão plenária da Congregação para os Bispos.

A organização do discurso não é sistemático, mas rapsódica. Ele costura reflexões sobre a figura ideal do bispo e, portanto, sobre as responsabilidades de quem os escolhe. Aqui e ali, com chicotadas típicas de Bergoglio, como quando ordena que se obedeça o decreto de residência do Concílio de Trento, ainda mais urgente hoje "neste tempo de encontros e congressos", que fazem com que muitos bispos sempre estejam circulando pelo mundo, alheios ao seu rebanho diocesano.

E a mente vai a exemplos ilustres de cardeais globetrotters, tipo aqueles Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, que poucos sabem que é bispo de Tegucigalpa, especialmente desde que é o exuberante coordenador dos oito cardeais do grande conselho do Papa Francisco.

O discurso do dia 27 de fevereiro deve ser lido por inteiro, juntamente com aquele outro do dia 21 de junho de 2013, dirigido pelo papa aos núncios apostólicos, elo essencial da cadeia de comando que seleciona os novos pertencentes ao episcopado.

Com a Congregação para os Bispos e em particular com um núncio, Bergoglio tinha contas a acertar quando foi eleito papa. Como arcebispo de Buenos Aires, ele tinha sofrido muito a hostilidade do núncio Adriano Bernardini, no cargo de 2003 a 2011 e hoje representante pontifício junto ao Estado italiano.

Bernardini, ligadíssimo ao cardeal Angelo Sodano, sistematicamente promovia a nomeação na Argentina de bispos malvistos por Bergoglio, ao qual não bastava ter no Vaticano, na congregação, um oficial de confiança seu, Fabián Pedacchio Leaniz, hoje seu secretário particular.

Elisabetta Piqué, a biógrafa mais credenciada de Bergoglio, refere com precisão esse tormento do então arcebispo de Buenos Aires no livro Francesco, vita e rivoluzione, publicado na Itália pela Lindau.

E esse pano de fundo explica a determinação com que Bergoglio, como papa, revolucionou a composição da Congregação para os Bispos e procedeu à nomeação de novos bispos na Argentina, escolhidos por ele pessoalmente, ignorando todos os procedimentos.

Começando pela promoção a arcebispo de Víctor Manuel Fernández, reitor da Pontifícia Universidade Católica argentina e seu principal ghost-writer na elaboração da Evangelii gaudium, a carta programática deste pontificado.

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