Terra Santa, com suas feridas, deve ser visitada em maio pelo Papa

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Por: Jonas | 20 Dezembro 2013

“A visita do Papa está prevista para maio, primeiro na Jordânia e, em seguida, em Israel e na Palestina”. Assim anunciou por escrito, em sua mensagem de Natal, o patriarca latino Fouad Twal, uma data que já é mais do que um rumor em Jerusalém (foto). O resto da mensagem – divulgada hoje na tradicional coletiva de imprensa de Natal – propõe como sempre uma mudança de horizontes nos desafios da Igreja na Terra Santa. E não poderia faltar, portanto, a reunião mais importante que os cristãos da Terra Santa se preparam para viver.

 
Fonte: http://goo.gl/aVw4rP  

A reportagem é de Giorgio Bernardelli, publicada por Vatican Insider, 18-12-2013. A tradução é do Cepat.

No entanto, é um anúncio de poucas palavras o que antecipa a histórica viagem do papa Francisco a este Oriente Médio repleto de feridas. Porque no centro da mensagem de Natal, também em 2013, estão as feridas que atravessam a região. Assim, a partir de Jerusalém as felicitações natalícias se misturam novamente com um convite aos irmãos da Síria, muitos deles refugiados nas estruturas da Jordânia que veem o patriarcado empenhado na assistência. “Para impedir que o conflito se estenda por toda a região, escreve Twal, imediatamente, deveria se estabelecer na Síria um “cessar fogo” duradouro, impedindo a entrada de armas do estrangeiro. Visto que o problema da Síria não poderá ser resolvido com a força das armas, convidamos os líderes políticos de nossa região e do mundo ocidental a assumir as próprias responsabilidades para encontrar uma solução política aceitável, que coloque fim à absurda violência e respeite a dignidade das pessoas”.

No texto, obviamente, o Patriarca fala da situação em Israel e na Palestina, comentando o retorno das conversações de paz. Contudo, não evita exprimir sua opinião sobre o clima difícil que se vive nas conversações: “Os esforços são dificultados pela colonização de Israel - escreve -. E enquanto esse problema não se resolver, os povos de nossa região continuarão sofrendo”.

Fala também das negociações entre a Santa Sé e o Estado de Israel, confirmado que o acordo econômico está perto de ser concluído. O patriarca Twal destaca um nó que ainda está aberto: que tem a ver com o status da Jerusalém Leste. A comunidade árabe cristã está preocupada pelo fato de que um acordo possa parecer como implícito reconhecimento da soberania de Israel sobre toda Jerusalém. “O importante é que não se toque na Jerusalém Leste - diz Twal -; a questão ainda deve ser negociada. Nós não queremos, de modo algum, que estes acordos tenham uma implicação política que mude o status da Jerusalém Leste, ocupada em 1967”.

A mensagem termina com uma lembrança às comunidades religiosas da Terra Santa: “Elevo minha oração a Deus – escreve o patriarca latino – para que os cristãos, os judeus e os muçulmanos encontrem em sua própria herança espiritual espaços comuns nos quais trabalhem juntos para colocar fim à injustiça, opressão, ignorância, e a todos os malvados que destroem o presente de Deus, a dignidade humana”.

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