''Os noivos'' sobre a escrivaninha de Bergoglio. Artigo de Antonio Spadaro

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15 Novembro 2013

Para o Papa Francisco, a arte deve ser considerada dentro do discurso sobre o homem, sobre a pastoral e a missão da Igreja. A literatura ensina a confrontar a palavra com a vida.

A opinião é do jesuíta italiano Antonio Spadaro, diretor da revista La Civiltà Cattolica, em artigo publicado no jornal Corriere della Sera, 13-11-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Quando o papa me explicou a esperança citando a primeira adivinhação de Turandot de Puccini, eu admito que fiquei desnorteado. Eu não tinha certeza de ter entendido bem e lhe pedi para repetir o que ele tinha recém-começado a dizer. Ali me dei conta de uma coisa, que me foi confirmada posteriormente. Bergoglio não é somente uma pessoa culta, mas também uma pessoa que vive a arte e a expressão criativa como uma dimensão que faz parte integrante da sua espiritualidade e da sua pastoral.

Para Bergoglio, a arte é parte integrante da vida e do discurso sobre a vida. Não é um mundo à parte, culto, douto, áulico. A sua visão radicalmente "popular" também diz respeito à produção artística. Que eu saiba ele nunca dedicou a ela um discurso em separado. Portanto, a arte deve ser considerada dentro do discurso sobre o homem, sobre a pastoral e a missão da Igreja.

A literatura ensina a confrontar a palavra com a vida. A esse propósito, é útil notar na entrevista a referência a Os noivos. O papa citou implicitamente esse romance, que no momento da entrevista ele tinha sobre a escrivaninha, quando, encontrando os movimentos eclesiais na vigília de Pentecostes, havia escrito: "Não falar muito, mas falar com toda a vida".

Em particular, aqui ele cita o capítulo que mais gosta, o da conversão do Inominado, ali onde lemos: "A vida é o paradigma das palavras". Eis o ponto: a vida é o paradigma das palavras. No romance, fala-se de Frederico Borromeu, para o qual, escreve Manzoni, "não é justa a superioridade do homem sobre os homens, se não em seu serviço".

Esse capítulo de Os noivos, em que se descreve o encontro entre o cardeal Frederico e o Inominado, deveria ser mais bem investigado para encontrar elementos da visão bergogliana.

 

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