Documento sobre divorciados em segunda união. O documento de Friburgo

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15 Outubro 2013

Helmut Hoping é professor de dogmática na Universidade de Friburgo, na Alemanha, e diácono da Arquidiocese de Friburgo. Nesta entrevista, ele esclarece a gênese do documento friburguense sobre a relação com os divorciados em segunda união e crítica o momento e o modo da sua publicação.

A reportagem é publicada pelo sítio Domradio.de, 09-10-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Como Friburgo deu tal salto?

Isso está em relação com a iniciativa dos bispos da província eclesiástica do Alto Reno e com um memorando de padres e diáconos da Arquidiocese de Friburgo. Em maio de 2012, cerca de 200 padres e diáconos haviam declarado publicamente que não se encontravam obrigados a seguir o direito canônico e o Catecismo da Igreja Católica em casos específicos. As prescrições oficiais são claras: os divorciados em segunda união não podem fazer a comunhão. Depois, houve a reunião diocesana da arquidiocese que deve ser considerada no contexto do processo de diálogo da Conferência Episcopal Alemã. Em seguida, somou-se este documento do escritório pastoral.

Portanto, nesse documento, está apenas aquilo que já é praticado?

Sim, mas esse não é apenas um fenômeno da Arquidiocese de Friburgo. Vemos que, há cerca de 20, 30 anos, em casos individuais, de comum acordo e depois de uma conversa com os divorciados em segunda união, estes são admitidos à comunhão. Mas são decisões locais nas quais os padres e os divorciados em segunda união, com base em uma decisão tomada em consciência, optam por esse caminho. O que surpreende é o modo em que ocorreu a publicação desse documento, o momento. De fato, a Conferência Episcopal Alemã instituiu um grupo de trabalho sobre esse assunto e pretende expressar conselhos. Além disso, no próximo ano, haverá em Roma um Sínodo dos Bispos justamente sobre a família. O Papa Francisco assinalou que, naquela ocasião, também será tratado o assunto em questão. Por isso, chama-me a atenção o momento da publicação e por isso também posso entender os posicionamentos de algumas dioceses alemãs que expressam reservas.

O documento terá repercussões sobre o grupo de trabalho da Conferência Episcopal Alemã e sobre o Sínodo?

Sobre o processo de diálogo, certamente. Alois Glück, do Comitê Central dos Católicos Alemães, já acolheu o documento com entusiasmo. Se ele terá efeitos sobre o sínodo dos bispos, não posso dizer. Na Igreja Católica, de fato, temos muitas situações de não simultaneidade. Se todas as Igrejas locais da Igreja Católica universal veem da mesma forma que o escritório pastoral de Friburgo, isso também continua sendo um ponto de interrogação. Friburgo sempre se considerou uma diocese pioneira na Alemanha e também algo mais. No entanto, é claro, e isso deve ser dito muito precisamente, que o documento não pode, naturalmente, retirar dos padres e dos divorciados em segunda união a decisão tomada em consciência. Há uma diferença se os padres e os divorciados em segunda união fazem algo com base em uma decisão tomada em consciência, ou se um escritório de uma diocese alemã aprova publicamente uma transgressão ao direito canônico e ao catecismo. Uma diocese alemã não pode exortar a tal transgressão, não está certo. Por isso, eu preferiria que isso não acontecesse no marco de um documento público, mas sim em uma ação concertada junto a outras dioceses no grupo de trabalho da Conferência Episcopal, para depois ter um efeito sobre uma regulação da Igreja universal. Eu compartilho a preocupação, mas precisamos de uma regulação em nível de Igreja universal para os divorciados em segunda união. Mas eu considero, agora, que esse caminho é problemático.

Portanto, o senhor é do mesmo parecer dos críticos, que consideram que esse tema deve recair na pastoral concreta e não ser tratado diante de todos?

Sim, porque temos aqui um conflito entre a doutrina da fé e a situação dos pastores e das pessoas envolvidas localmente. Uma das minhas irmãs é divorciada e casada novamente, mesmo que, nesse caso, depois de longas conversas, chegou-se à possibilidade de fazer a comunhão. Eu sei muito bem do que eu estou falando. Mas se deveria decidir isso localmente, nos casos individuais, até que haja uma mudança das disposições da Igreja universal. E, depois, há justamente o grupo de trabalho da Conferência Episcopal Alemã e o Conselho dos Cardeais do Papa Francisco. Não é nem uma declaração da Conferência Episcopal Alemã, mas apenas um documento de um escritório de uma diocese. Um escritório pastoral de uma diocese não pode simplesmente anular as disposições da Igreja Católica, isso não está certo. Enquanto elas estiverem em vigor, esse modo de proceder é discutível.

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