A experiência mística que levou à renúncia de Bento XVI: ''Foi Deus quem me disse''

Revista ihu on-line

Base Nacional Comum Curricular – O futuro da educação brasileira

Edição: 516

Leia mais

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Mais Lidos

  • “O grande erro da esquerda é pensar que movimentos sociais são sempre bons", afirma Manuel Castells

    LER MAIS
  • Um milhão de crianças fora da escola: o absurdo do trabalho infantil no Brasil

    LER MAIS
  • Discurso da esquerda não dá a Lula a menor chance de fazer bom governo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

22 Agosto 2013

"Foi Deus quem me disse". Com essas palavras, o Papa Emérito Bento XVI teria explicado a sua decisão de renunciar ao pontificado. A reconstrução de uma conversa privada com uma pessoa que visitou Ratzinger há algumas semanas e informou os conteúdos, optando por manter o anonimato, foi reproposta pela agência católica Zenit.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 20-08-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Depois de cerca de seis meses após o anúncio que abalou o mundo – escreve Zenit –, a decisão de Ratzinger de viver no escondimento ainda faz refletir e interrogar. Alguém teve o privilégio de ouvir dos lábios do papa emérito as motivações dessa escolha. Apesar da vida de clausura, Ratzinger concede – esporadicamente e só em determinadas ocasiões – algumas visitas muito privadas" no ex-convento Mater Ecclesiae, no Vaticano, que se tornou a sua residência.

Durante esses encontros, o ex-pontífice "não comenta, não revela segredos, não se deixa levar a declarações que poderiam pesar como 'as palavras ditas pelo outro papa', mas mantém a reserva que sempre o caracterizou. No máximo, observa satisfeito as maravilhas que o Espírito Santo está fazendo com o seu sucessor, ou fala sobre si mesmo, sobre como essa escolha de renunciar foi uma inspiração recebida de Deus".

"Foi Deus quem me disse" foi a resposta do pontífice emérito à pergunta sobre o porquê ele renunciou ao sólio de Pedro. Ratzinger, então, teria logo especificado "não se tratou de nenhum tipo de aparição ou de fenômeno desse tipo, mas foi 'uma experiência mística' em que o Senhor fez nascer no seu coração um 'desejo absoluto' de permanecer sozinho com Ele, recolhido em oração".

Segundo a fonte, a experiência mística teria durado todos estes meses, "aumentando cada vez mais aquele anseio por uma relação única e direta com o Senhor. Além disso, o papa emérito – escreve Zenit – revelou que quanto mais ele observa o 'carisma' de Francisco, mais entende como essa sua escolha foi 'vontade de Deus'".

Portanto, Ratzinger não só estaria mais do que nunca convencido da oportunidade da sua escolha, que tanto fez discutir principalmente entre os seus colaboradores mais próximos, mas também estaria contente em ver o que o seu sucessor está realizando.

Em uma entrevista anterior com um acadêmico alemão, Bento XVI já havia falado da sintonia do ponto de vista teológico com o seu sucessor Francisco. Este último, aliás, nunca perde a oportunidade de manifestar, também publicamente, a veneração pelo seu antecessor, de cujo conselho ele disse que não quer se privar de forma alguma.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A experiência mística que levou à renúncia de Bento XVI: ''Foi Deus quem me disse'' - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV