Três milhões a menos no óbolo de São Pedro

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Naturalizamos o horror? Artigo de Maria Rita Kehl

    LER MAIS
  • Católicas, sim, pelo Direito de Decidir!

    LER MAIS
  • Nice, consternação no Vaticano com a bofetada à fraternidade humana

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


08 Julho 2013

As contas da Santa Sé melhoraram – a chamada spending review, ou seja, a revisão dos gastos, tornou-se uma necessidade também do outro lado do Tibre –, mas as ofertas dos fiéis caíram: "O óbolo de São Pedro", calculado em dólares, caiu de 69,7 milhões em 2011 para 65,9 milhões no ano passado, uma queda de 5,4%, pouco mais de três milhões de euros.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 05-07-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

E o mesmo aconteceu com o apoio que vem das dioceses, que caiu de 32,1 milhões para 28,3 milhões. Problema: por quê? Na Igreja, havia aqueles que temiam um "efeito Vatileaks" que minaria a generosidade dos fiéis, mas, no Vaticano, mais simplesmente, tende-se a ler a queda como um efeito da crise econômica: "Parece-me intuitivo, as pessoas têm menos dinheiro", resume o padre Federico Lombardi.

Além disso, no Vaticano, informam que, nos anos anteriores, mesmo no meio dos escândalos da pedofilia no clero, não houve um queda similar. Sobre balanços positivos apesar do "clima econômico global" também fala o comunicado que nessa quinta-feira informava o balanço final consolidado de 2012. O balanço da Santa Sé, ou seja, o da Cúria, fechou com um lucro de 2,185 milhões de dólares (cerca de 250 milhões de euros em entradas e 248 milhões em saídas), "graças sobretudo ao bom rendimento da gestão financeira": entre as despesas mais significativas estão a de pessoal (2.823 empregados), as com a rádio e outros meios de comunicação e "o pagamento das novas taxas que pairam sobre os imóveis (IMU), que resultaram em um aumento de 5 milhões de dólares".

O Governatorato, 1.936 empregados, que tem uma gestão autônoma e cuida do Estado vaticano, também fechou com 23 milhões de ativos, mais de 1 milhão a mais do que em 2011.

Mas a revisão dos gastos recém-começou, a Cúria entrou em uma dieta. O "conselho dos cardeais para o estudo dos problemas organizacionais e econômicos da Santa Sé", reunido para os balanços, elogiou os "resultados positivos", mas fala de "uma reforma necessária" para "reduzir os custos através de uma obra de simplificação e racionalização dos órgãos existentes, bem como de uma programação mais atenta das atividades de todas as administrações".

Desde o conclave que elegeu Francisco, aliás, fala-se da necessidade de uma Cúria mais "magra". Entre as propostas de reforma que serão examinadas pelo "grupo" cardinalício desejado pelo papa, há também o corte ou também a "incorporação" de alguns dicastérios. O cardeal Odilo Pedro Scherer, falando à Rádio do Vaticano, também disso: "Resta a necessidade de uma reestruturação do conjunto da administração da Santa Sé".

Além disso, "certamente há uma grande necessidade de orientar da melhor maneira possíveis os bens à disposição, para que sirvam ao bem da Igreja: a Santa Sé não possui certos bens para acumulá-los".

Nesse sentido, chama a atenção o item (registrado à parte) para as obras de caridade da Santa Sé, uma soma superior ao balanço: através de várias realidades, das Cáritas às obras missionário no mesmo óbolo, ela recolheu 276 milhões em doações e distribuiu 274 milhões. O IOR, por sua vez, também deu 50 milhões para a caridade do papa.

Nessa sexta-feira foi apresentada a Lumen fidei, a primeira encíclica de Francisco sobre a fé, que reelabora um texto preparado por Ratzinger. Mas Bergoglio já está pensando em outra encíclica, toda sua, sobre a pobreza. A "Igreja pobres e para os pobres" de Francisco deve olhar para o essencial.

Também por isso cresce a expectativa pela viagem dessa segunda-feira à Lampedusa, o encontro com os imigrantes náufragos e a população, a coroa ao mar pelas 20 mil vítimas dos últimos 25 anos: "O papa vai lá para chorar pelos mortos", disse nessa quinta-feira o secretário (maltês) de Francisco, Mons. Alfred Xuereb.

"A sua presença é um sinal para demonstrar que, enquanto no Norte há os ricos que desperdiçam, por outro lado, há um Sul que deixa tudo para tentar a sorte e muitas vezes encontra a morte".

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Três milhões a menos no óbolo de São Pedro - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV