A Igreja da Nicarágua apoia os protestos dos idosos do país

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Por: André | 25 Junho 2013

O bispo auxiliar de Manágua, Silvio Báez, qualificou de “luta justa” e “exemplar” os protestos mantidos por centenas de idosos que reivindicam uma pensão básica ao Instituto Nicaraguense de Seguridade Social (INSS).

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 24-06-2013. A tradução é do Cepat.

Durante a homilia na Catedral de Manágua, o religioso também encheu de elogios os jovens que se mostraram solidários com os idosos e que, segundo denunciaram, foram expulsos na véspera por simpatizantes do governo sandinista.

Báez explicou que a Arquidiocese de Manágua elevou sua voz através de um comunicado “diante de um ato injusto como aquele que se está cometendo contra estes idosos, que nos estão dando um exemplo, porque estão lutando por eles e também pelo nosso futuro”, em referência à pensão básica.

“Como ficar calados?”, continuou o hierarca durante a missa, da qual participaram dezenas de jovens que apoiaram os idosos desde a semana passada, e os quais chamou para a frente.

Os simpatizantes do Governo, encabeçados pelo dirigente da Juventude Sandinista, Pedro Orozco, expulsaram no último sábado das imediações do INSS dezenas de jovens que participaram de um concerto e vigília de apoio aos idosos, de acordo com denúncias dos manifestantes.

Segundo os idosos, os simpatizantes do Governo de Daniel Ortega estragaram seus alimentos e destruíram medicamentos, bateram e prenderam os jovens, tiraram celulares, bolsas, deixaram uma jovem despida e destruíram carros, diante do olhar impassível da polícia.

“Nós íamos ficar tranquilos deitados na cama, pastores que queremos ser como Jesus, mas nos expusemos e fomos ali e permanecemos com eles”, explicou Báez, que, junto com o bispo de Manágua, Leopoldo Brenes, foi até o local do incidente.

Sobre os jovens solidários com os idosos e que agora se encontram do lado de fora da Catedral, Báez disse que “foram atacados covardemente” e que estão “em estado de choque, com hematomas, feridos e assustados”.

Destacou que esses jovens são como uma “luz” por mostrarem seu apoio e solidariedade aos idosos “em sua luta por justiça”.

“Estes jovens que aqui estão são uma pequena amostra da juventude da Nicarágua que não se deixa manipular, que ama a sua pátria. Eles são corajosos”, ressaltou o religioso.

“Esperamos que a juventude da Nicarágua siga seu exemplo. São o presente e o futuro da nossa pátria. Oremos por eles e sigamos o exemplo deles, (porque) amam a verdade e a justiça”, acrescentou.

Os idosos, aglutinados na Unidade Nacional do Adulto Maior (UNAM) e que hoje completam sete dias de protestos em demanda de uma pensão básica, permaneciam até o sábado a cerca de 150 metros do prédio do INSS depois de terem sido expulsos desse lugar pela polícia na quinta-feira passada após os incidentes violentos do dia anterior.

Agora, um grupo de idosos permanece nesse lugar e outro em frente da Catedral. Ao passo que os jovens sandinistas se mantêm no lugar onde os idosos iniciaram seus protestos, e confirmaram que se manifestarão amanhã contra aquilo que consideram “manipulação da direita” em relação aos protestos dos idosos e em defesa do INSS.

O presidente executivo do INSS, Roberto López, disse na sexta-feira que não há dinheiro para pagar a pensão reduzida, equivalente a 125 dólares mensais, que milhares de idosos reclamam e que geraram cenas de violência esta semana em Manágua.

De acordo com os manifestantes, na Nicarágua vivem entre 15.000 e 25.000 idosos que não conseguiram atingir o número mínimo de 750 semanas de contribuição estabelecidas pela lei, mas que têm mais de 60 anos e têm ao menos 250 semanas de contribuição, razão pela qual reclamam uma pensão reduzida.

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