19 Junho 2013
As empresas mineradoras internacionais que pretendem se instalar tanto no Haiti como na República Dominicana pouco contribuem para o desenvolvimento das nações além de, na exploração dos recursos naturais, destruírem o meio ambiente onde atuam, alertou o jornalista José Luis Soto durante colóquio que analisou o papel dos meios de comunicação na defesa do planeta.
A informação foi publicada no site da Agência Latino-americana e Caribenha de Comunicação – ALC, 14-06-2013.
Soto é diretor do Espaço de Comunicação Insular. Ele disse que a imprensa pode dar uma grande contribuição à nação desmontando a propaganda das empresas mineradoras sobre o propalado desenvolvimento e abundância de recursos que vão gerar no Haiti e na República Dominicana.
O coletivo de jornalista denominado Ayti Kaleje pratica um jornalismo investigativo que denuncia, com documentos, a expansão das empresas mineradoras no Haiti. O coletivo informou o tamanho do estrago que a expansão sem controle dessas empresas provocaria caso recebam a permissão de realizarem explorações a céu aberto.
A diretora executiva do Grupo de Apoio a Repatriados e Refugiados, Colette Lespinasse, explicou que esse organismo organizou o colóquio para levantar o prejuízo que a mineração pode trazer ao Haiti.
Soto conclamou os haitianos a se engajarem na defesa do meio ambiente, reportando-se ao exemplo do que está ocorrendo na República Dominicana, onde atores sociais e a população se uniram na luta contra a mega mineração. A Assembleia Nacional Ambientalista do país denunciou que 20 empresas mineradoras que pretendem extrair ouro na cordilheira Central ameaçam o ecossistema da área.
O protesto popular contra mineradoras impediu que o governo as licenciasse para a exploração na região de Loma Miranda, nascente de rios e ribeiros. "Loma Miranda é um canteiro de água, é uma canteiro de vida", disse Soto.
Ele também destacou o contrato que o governo negociou com a empresa Barrick Gold, que vai recolher, graças à pressão social do povo dominicano, 11,6 bilhões de dólares aos cofres públicos 11,6 pela exploração em Porto Velho, ao norte do país.