A amizade entre Borges e Bergoglio

Revista ihu on-line

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Mais Lidos

  • Crítica ao aceleracionismo pedagógico

    LER MAIS
  • A economia favorece a reeleição? Artigo de Paulo Nogueira Batista Jr.

    LER MAIS
  • Não só OMO lava mais branco

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Por: André | 21 Mai 2013

Uma relação de amizade e afeto. O L’Osservatore Romano publicou algumas páginas escritas pelo então cardeal de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio. Trata-se do prefácio ao livro de Jorge Milia, ‘Da idade feliz’, que reconstrói os anos (1964 e 1965) em que o agora Papa Francisco era professor de literatura e de psicologia no Instituto da Imaculada Conceição da cidade de Santa Fe: uma experiência que nunca esqueceu. Assim como seus alunos, a quem “quer muito”.
 
A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 19-05-2013. A tradução é do Cepat.

Nas páginas publicadas pelo L’Osservatore Romano é descrita também a história da amizade entre Bergoglio e o escritor argentino Jorge Luis Borges. Tudo nasceu pelo sério compromisso do então professor de literatura, que ensinava aos alunos do instituto clássico. Eram rapazes criativos e Bergoglio pedia a eles que escrevessem contos: “me impressionou sua capacidade narrativa. Selecionei alguns dos contos e os mostrei a Borges. Também ele ficou surpreso e nos animou a publicar os textos: além disso, quis escrever de seu próprio punho e letra o prólogo. Se poderia dizer que eram pequenos gênios? Não iria tão longe; mas estou certo, isto sim, de que eram normais”.

Da “discreta genialidade” de Borges, ao contrário, Bergoglio sempre foi um admirador: “podia falar de qualquer coisa, sem nunca ser soberbo”, teria contado a Sergio Rubín e Francesca Ambrogetti no livro-entrevista O Jesuíta. “De Borges – recorda o L’Osservatore Romano –, para além da sua distância da Igreja, lhe surpreendiam a seriedade e a dignidade com que vivia sua existência”, porque “o coração de uma pessoa só o Senhor conhece”. Borges, escreveram Rubín e Ambrogetti, “era um agnóstico, mas recitava todas as noites o Pai-nosso, porque havia prometido isso à sua mãe. E morreu assistido por um sacerdote”.

Veja também:

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A amizade entre Borges e Bergoglio - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV