18 Mai 2013
"Sem dúvida, será um encontro que servirá para sustentar a conformação dos diversos Capítulos Nacionais da Alba, como também poder conhecer outras maneiras de organização em cada Capítulo. Poder ir conhecendo como se dá a vinculação entre as lutas em cada país, com a solidariedade e o acompanhamento continental", é o que afirma o chamamento da Articulação Continental de Movimentos Sociais rumo a Alba, publicado por Adital, 16-05-2013.
Eis o texto.
A essa altura, não acreditamos que seja necessário continuar destacando a importância que tem o encontro que acontecerá em uns dias. Não acreditamos nisso porque já sabemos e assumimos o desafio de construir entre todos os movimentos e organizações populares do continente a melhor assembleia de todos os tempos.
Fazendo com que seja bem diversa para pensar e analisar qual é a melhor maneira de construir uma articulação ‘nossamericana’ de movimentos e organizações sociais, a partir da base, do interno, a partir do povo de todo nosso continente americano.
Tamanho desafio nos corresponde, e chegou a hora, ou fizemos com que a hora chegasse. Construir uma assembleia continental dos movimentos sociais onde tentaremos continuar aprofundando as articulações para melhorá-las; tecer novas redes, inventar novas maneiras de lutar para criar um mundo socialmente mais justo, será uma das principais tarefas da assembleia.
Participarão mais de 200 representantes de movimentos e organizações sociais de 22 países de Nossa América. Organizações camponesas, sindicais, juvenis, feministas, culturais, de povos originários, universitários, trabalhadores/as, em defesa do ambiente; intelectuais orgânicos etc. Passaram-se quatro anos desde a Carta de fundação de Movimentos Sociais rumo a Alba, redigida em Belém. Quatro anos depois, construiremos a I Assembleia Continental de Movimentos Sociais rumo a Alba. Momento de balanços, avaliações; novos desafios, propostas, críticas e correções.
O programa da assembleia girará em torno a analisar a conjuntura política, econômica, cultural, militar e ideológica do capitalismo atual, como também os processos de integração latino-americana que existem. A partir dessa análise coletiva, tentaremos começar a delinear propostas em torno às solidariedades necessárias, formação política e pedagógica para nossos movimentos e organizações em âmbito continental; desenvolver estratégias em torno à comunicação popular, à organização continental dessa articulação.
Sem dúvida, será um encontro que servirá para sustentar a conformação dos diversos Capítulos Nacionais da Alba, como também poder conhecer outras maneiras de organização em cada Capítulo. Poder ir conhecendo como se dá a vinculação entre as lutas em cada país, com a solidariedade e o acompanhamento continental. Conhecer e analisar as diferentes maneiras de vincular-se de cada Capítulo Nacional com o governo de seu país. Apresentar planos de ação propostos por cada Capítulo, como também as necessidades de cada um deles. A partir disso, poder chegar a uma síntese de por onde e como essa articulação irá caminhar.
Estamos fazendo isso há anos; porém, encontrar-se cara a cara com aquele irmão-irmã que vive, luta, sente, desfruta, sofre em nosso continente será uma situação sumamente enriquecedora e esperançadora. Porque lá veremos e perceberemos de maneira mais fidedigna que não estamos sozinhos/as; que estamos acompanhados no sonho de construir a segunda e definitiva independência americana; que nossa pátria [e maior do que nos fizeram acreditar e que temos tudo para dar a ela.
Não é necessário repetir a importância dessa assembleia; já sabemos... Por isso é que nos encontraremos na I Assembleia Continental dos Movimentos Sociais rumo a Alba, que será a assembleia de fundação.