''Defendamos as crianças dos abusos dos pedófilos'', afirma Francisco

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07 Maio 2013

"Coragem" e "clareza" contra a pedofilia. O Papa Francisco, no Regina Coeli desse domingo, lembrou o "Dia das crianças vítimas de violência", organizada pela associação Meter, do padre Fortunato Di Noto. "Isso me dá a oportunidade para voltar o meu pensamento àqueles que sofreram e sofrem por causa dos abusos", exortou. Antes de dizer: "Quero lhes assegurar que vocês estão presentes nas minhas orações, mas também dizer com força que todos devemos nos comprometer com clareza e coragem para que cada pessoa humana, especialmente as crianças, que estão entre as categorias mais vulneráveis, seja sempre defendida e protegida".

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 06-05-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O pontífice fala para 100 mil fiéis, uma extensão de guarda-chuvas que, da Praça de São Pedro, transborda ao longo de toda a Via della Conciliazione. De manhã, ele celebrou uma missa para as confrarias em homenagem à "piedade popular". A multidão é aquela já habitual aos domingos e às quartas-feiras de audiência. Há pessoas que vêm de todo o mundo. Tanto que Francisco, assim como fez quando saiu da Porta Sant'Anna depois de celebrar a missa na paróquia vaticana, se dirigiu pela primeira vez com o carro para além do pequeno Estado até a Via della Conciliazone para saudar as pessoas mais distantes.

Cenas que se repetem: os pais que estendem os filhos, o abraço aos deficientes, fiéis que explodem em lágrimas. Uma senhora em cadeira de rodas está tão animada que deixa cair a bolsa, e o papa se inclina para pegá-la.

Quando ele se dirige aos fiéis depois do Regina Coeli – a oração que, da Páscoa até Pentecostes, substitui o  ngelus –, as suas palavras são as primeiras que o papa pronuncia em público sobre os crimes pedófilos. Além disso, Francisco já havia garantido que quer continuar a linha de intransigência de Ratzinger, transparência e regras mais severas.

Há um mês, uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé informava que Gerhard Ludwig Müller, prefeito do ex-Santo Ofício, havia sido recebido em audiência e que Bergoglio havia "recomendado particularmente que a Congregação, continuando na linha desejada por Bento XVI, aja com decisão no que se refere aos casos de abusos sexuais". E isso "promovendo acima de tudo as medidas de proteção dos menores, a ajuda àqueles que no passado sofreram tais violências, os procedimentos devidos com relação aos culpados, o compromisso das Conferências Episcopais na formulação e na implementação das diretrizes necessárias nesse campo tão importante para o testemunho da Igreja e a sua credibilidade".

A referência às "diretrizes" antipedofilia solicitadas aos episcopados nacionais também se refere à Conferência Episcopal Italiana, que no ano passado apresentou um texto considerado (oficiosamente) fraco e que o Vaticano provavelmente fará corrigir: falta a obrigação de denúncia e fala-se de "cooperação do bispo com as autoridades civis" somente no caso em que já estejam "em ato investigações ou tenha sido aberto um procedimento penal", enquanto os bispos "são exonerados da obrigação de depor ou de exibir documentos" sobre o que se conhece "por causa do seu ministério".

Muitos bispos nos últimos anos foram expulsos. O cardeal escocês Keith O'Brien admitiu abusos de seminaristas e foi convencido a renunciar ao conclave. A imprensa britânica escreveu que o Vaticano teria "ordenado" ao cardeal aposentado a deixar o país, enquanto do outro lado do Tibre isso não foi confirmado. No entanto, é provável que tenham lhe "sugerido" uma vida retirada.

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