Somos condenados a viver em sociedade? As contribuições de Rousseau à modernidade política

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22 Abril 2013

Considerado um dos grandes filósofos do Iluminismo, Jean-Jacques Rousseau continua a ser um pensador importante para se analisar a sociedade e a política. Prova disso é que em 2012, quando se completaram 300 anos do seu nascimento, inúmeras celebrações aconteceram mundo afora. Autor de ideias importantes e controvertidas, o filósofo contratualista afirmava, contrariamente a Hobbes, que o homem nascia bom e era corrompido pela vida em sociedade. Estava, por assim dizer, “condenado” a entrar em um pacto que viabilizasse sua existência cotidiana. Para debater seu legado filosófico, a IHU On-Line entrevistou pesquisadores e pesquisadoras especialistas em Rousseau.

David Gauthier, professor emérito da Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos, aponta o papel transformador do contrato, enquanto Florent Guénard, docente no Centro Atlântico de Filosofia da Universidade de Nantes, na França, diz que o pensamento político de Rousseau se organiza em torno de três grandes proposições fundamentais, e a conjunção entre elas estrutura a modernidade política. Esse pensador modernizou a definição de democracia, ultrapassando seu sentido clássico, acentua.

Wilson Alves de Paiva, docente na Pontificia Universidade Católica de Goiás, analisa a obra Emílio, fundante para a área de educação e considerada como síntese do pensamento rousseauniano. O homem corrompido pode ser redimido por uma ação político-pedagógica que supere o conflito entre o sujeito civil e o natural, acrescenta.

Maria Constança Pissara, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, frisa que para Rousseau a desigualdade era uma condição artificial humana, uma invenção.

A filósofa francesa Gabrielle Radica, professora na Universidade Picardie Jules Verne, na França, destaca que o pensador iluminista se inscreve na linha política “realista” de Maquiavel, Spinoza e Montesquieu.

O amante da rainha, filme de Nikolaj Arcel, aborda, com maestria, a repercussão do iluminismo, na Dinamarca do século XVIII. O filme é tema da reportagem da semana desta edição.

O filósofo Celso Martins Azar Filho, da Universidade Federal Fluminense – UFF, fala sobre Montaigne e a passagem da definição da natureza humana à consideração da condição humana.

O também filósofo Luiz Filipe Pondé retoma o debate feito pela IHU On-Line da semana passada, "Tráfico de pessoas. A forma contemporânea de escravidão humana", e destaca que essa prática e a prostituição são formas de violência que se alimentam da hipocrisia.

Uma entrevista com o cineasta Camilo Tavares sobre o documentário O dia que durou 21 anos radiografa o apoio norte-americano ao Golpe de 1964 no Brasil.

A revista IHU On-Line estará disponível, nesta página, nas versões html, pdf e 'versão para folhear', nesta segunda-feira, a partir das 16h.

A versão impressa circulará, terça-feira, no campus da Unisinos, a partir das 8h.

A todas e a todos uma ótima leitura e uma excelente semana!

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