Receita da SAP cresce 28% no país

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20 Abril 2013

A receita da SAP, companhia alemã de software empresarial, cresceu 28% no Brasil no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo intervalo de 2012. Esse resultado inclui todas as linhas de atuação, incluindo a prestação de serviços.
 
Considerando só a receita de software, o aumento foi de 56%. A empresa, que divulga hoje seu balanço global, não revela valores absolutos por país.

A reportagem é de Moacir Drska e publicada no jornal Valor, 19-04-2013.

A expansão foi impulsionada pela venda de sistemas mais recentes, em áreas como mobilidade, análises de dados, bancos de dados e computação em nuvem. Sob essa última vertente, os sistemas são acessados via internet. Em vez do formato tradicional de aquisição de licenças de software, o usuário paga taxas mensais pelo uso do sistema.

Somadas, as vendas das quatro novas áreas tiveram um crescimento de 72% no trimestre. O número exclui os programas mais tradicionais da companhia, que automatizam atividades como contas a pagar e a receber, folha de pagamento etc. Os novos programas representaram 83% da receita total, acima da participação de 77% obtida no ano passado.

"Nosso mercado tradicional continua se desenvolvendo. No entanto, estamos criando outras vias de crescimento com base em sistemas de inovação", afirmou Diego Dzodan, presidente da SAP no Brasil.

Os números refletem um esforço global da companhia, iniciado há pouco mais de três anos. Desde 2010, a empresa destinou mais de € 13,5 bilhões para comprar companhias como Sybase, SucessFactors e Ariba. As aquisições encurtaram o caminho rumo a tecnologias procuradas pelo mercado, como os aplicativos móveis e a computação em nuvem.

A empresa também se dedicou a criar formatos comerciais capazes de melhorar a distribuição dos produtos e alcançar as pequenas e médias empresas, ampliando o foco tradicional, voltado às grandes corporações. Por um desses modelos, a companhia fornece seus sistemas a terceiros, que, por sua vez, adicionam recursos de infraestrutura e serviços, entregando esse pacote aos clientes pela nuvem. O processo, disse Dzodan, reduz custos e o tempo de implantação, o que torna a oferta mais atrativa para pequenas e médias empresas. Uma implantação tradicional, que levava de dois a três meses para ser concluída, hoje pode ser feita em nove dias úteis, disse o executivo.

Outra vantagem, afirmou Dzodan, é que o modelo permite à SAP ampliar sua cobertura geográfica com menor custo e maior rapidez, especialmente em mercados promissores como as regiões Nordeste e Centro-Oeste. No primeiro trimestre, a empresa fechou sete parcerias. Em odo o ano passado, foram onze acordos. Entre janeiro e março, as vendas indiretas cresceram 65% e representam atualmente 26% das vendas da SAP no país.

Em número, as pequenas e médias empresas representam cerca de 70% da base de clientes da SAP no Brasil. Dados de uma pesquisa divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram, no entanto, que a participação da companhia no grupo das pequenas e médias empresas ainda é reduzida no país. No campo dos programas de gestão mais tradicionais, a empresa está na segunda colocação nesse segmento, empatada com a americana Oracle. Cada uma delas detém uma fatia de 8%. Ambas estão bem atrás da líder, a brasileira Totvs, que responde por 52%. Na área de sistemas analíticos, a SAP detém uma participação de 10% entre os clientes de pequeno e médio portes, atrás da Totvs (26%) e da Microsoft (13%).

Em relação aos segmentos econômicos atendidos pela SAP, os setores que registraram maior crescimento no primeiro trimestre foram os de transporte e logística, com um aumento de 105%; bancos, com 53%; e engenharia e construção, com 45%.

Sem fazer projeções para o desempenho da companhia no Brasil durante este ano, Dzodan disse que as perspectivas são positivas. "Tivemos um começo de ano bem acima das nossas previsões. O mercado local está dando uma resposta muito positiva à nossa virada estratégica", afirmou.

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