Refugiados: a visita do Papa Francisco

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08 Abril 2013

O Papa Francisco visitará o Centro Astalli, estrutura de acolhimento dos jesuítas aos refugiados em Roma. Uma visita que será "um sinal de atenção e de esperança aos pobres e às vítimas de violência no mundo".

A nota é de Giacomo Galeazzi, publicada no blog Oltretevere, 08-04-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quem comunicou a sua decisão foi o próprio Bergoglio, que quis responder pessoalmente, com um telefonema, ao convite que lhe foi feito pelo padre Giovanni La Manna, presidente do Centro Astalli, há anos mobilizado junto dos refugiados e deslocados.

La Manna, depois de um primeiro momento de incredulidade ao ouvir a voz do pontífice argentino e tendo recebido o anúncio da sua próxima visita diretamente da boca do papa, não conteve o entusiasmo, dando a notícia do ocorrido na sua conta do Twitter.

Ainda não há uma data exata, mas o papa deu a sua garantia. O padre La Manna explicou como as coisas ocorreram. "Encorajado pelos seus primeiros discursos e pelos seus primeiros apelos que também tocaram o tema das guerras, como na Síria e no Mali, e das terríveis consequências sobre a população – conta o jesuíta – na terça-feira passada eu enviei ao papa uma carta convidando-o para visitar o nosso centro".

"No sábado de manhã, às 10h17 – continua La Manna – eu recebi uma ligação no meu celular de uma pessoa que me dizia ser o papa. Eu não podia acreditar. Inicialmente, pensei também em um trote. Mas depois, logo que ele fez referência à minha carta, da qual só poucos tinham conhecimento, eu percebi que se tratava realmente do Papa Francisco".

O que o pontífice disse? "Ele acolheu o nosso convite – informou o jesuíta –, ele me disse várias vezes: 'Eu irei, eu irei'. Ele também me disse que guarda a carta na sua escrivaninha para ter o convite sempre em mente. Depois, obviamente, voltou a sua atenção aos refugiados, pedindo-me para levar a eles a saudação do papa".

Parte italiana do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS), organização católica internacional, ativa em mais de 40 países, fundada em 1980 pelo padre Pedro Arrupe, o então superior-geral da Companhia de Jesus, cuja missão é "acompanhar, servir e defender os direitos dos refugiados e dos deslocados", o Centro Astalli é uma realidade, explica La Manna, que serve "em média 450 refeições por dia para pessoas que pedem ajuda para sobreviver, um serviço que nada fácil", acrescenta o jesuíta.

"Sentir-se encorajado por um papa que pede uma Igreja pobre para os pobres também nos ajuda a redescobrir o entusiasmo e a alegria de gastar a nossa vida no serviço de ajuda aos pobres".

E justamente nesta terça-feira o centro irá apresentar o seu relatório anual. "O fato de ele me pedir para saudar os refugiados – observa por fim o padre La Manna – é mais um sinal de atenção aos pobres e às vítimas de violência, que já surgiu com seus apelos em favor da pacificação no mundo. A sua própria família, além disso, deixou o Piemonte há muitos anos para imigrar para a Argentina. O papa conhece bem a realidade da migração e também entende as dificuldades de quem não escolhe livremente deixar o próprio país".

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