“Os sacerdotes não podem ser meros gestores; têm que ir onde há sofrimento”, afirma o Papa Francisco

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Por: André | 29 Março 2013

Francisco abriu, nesta quinta-feira, o Tríduo Pascal, o primeiro de seu pontificado, com a Missa do Crisma. Na homilia disse que o sacerdote não pode ser um gestor, tem que sair para a “periferia, onde não falta sofrimento, há sangue derramado, cegueira que deseja ver, onde há cativos de tantos maus patrões”.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 28-03-2013. A tradução é do Cepat.

“Não é em autoexperiências, nem em introspecções reiteradas onde vamos encontrar o Senhor. Os cursos de autoajuda na vida podem ser úteis, mas viver passando de um a outro, leva a minimizar o poder da graça que se ativa e cresce na medida em que saímos com fé para levar o Evangelho aos outros, a dar a pouca unção que tenhamos aos que não têm absolutamente nada”, afirmou.

A Missa do Crisma marca o início do Tríduo Pascal, centro e ápice do Ano Litúrgico, e se celebra na Quinta-feira Santa, dia em que se comemora a instituição dos sacramentos da Eucaristia e da Ordem por Jesus Cristo durante a Última Ceia, segundo a tradição cristã.

Assim, durante o rito, celebrado nas primeiras horas da manhã na Basílica de São Pedro do Vaticano, do qual participaram cerca de 10.000 pessoas, os 1.600 sacerdotes presentes renovaram suas promessas (pobreza, castidade e obediência) e Francisco destacou em sua homilia o que significa ser sacerdote e suas obrigações.

O papa Bergoglio disse que o sacerdote que sai pouco de si, que unge pouco os seus fiéis “perde o melhor de nosso povo, isso que é capaz de ativar o mais profundo de seu coração presbiteral”.

“Quem não sai de si, em vez de mediador, vai se convertendo pouco a pouco em intermediário, em gestor. Todos conhecem a diferença: o intermediário e o gestor ‘já têm seu pagamento’, e posto que não colocam em jogo a própria pele, nem o coração, também não recebem um agradecimento afetuoso que nasce do coração”, denunciou.

O bispo de Roma acrescentou que daí provém precisamente a insatisfação de alguns sacerdotes, “que acabam tristes e convertidos em uma espécie de colecionadores de antiguidades ou, então, de novidades, em vez de serem pastores com ‘cheiro de ovelha’, pastores no meio do seu rebanho e pescadores de homens”.

Francisco acrescentou que “a chamada crise de identidade sacerdotal” ameaça a todos e se soma a uma crise de civilização, mas que se os sacerdotes “souberem atravessar a onda, poderão entrar mar adentro em nome do Senhor e jogar as redes”.

Durante a missa, Francisco benzeu o óleo dos catecúmenos, dos enfermos e do crisma (óleo e bálsamos misturados), que lhe foram apresentados em três grandes jarras de prata.

Estes óleos são benzidos na Quinta-feira Santa pelos bispos e são utilizados para a unção dos batizados, crismados e na ordenação sacerdotal. O rito é celebrado em todas as catedrais do mundo.

Este ano o óleo benzido é oriundo de uma empresa espanhola de Castelseras, na província aragonesa de Teruel.

Referindo-se ao óleo consagrado, o papa disse que sua unção, “como disse claramente o Senhor”, é para os pobres, para os cativos, para os doentes, para os que estão tristes e abandonados.

“A unção não é para nos perfumar, nem muito menos para que a guardemos em um frasco, já que o óleo ficaria rançoso... e amargo o coração”.

O pontífice disse também que o bom sacerdote é reconhecido “por como anda ungido o seu povo” e assegurou que quando os fiéis estão ungidos com o óleo da alegria, nota-se logo, “por exemplo, quando sai da missa com cara de ter recebido uma boa notícia”.

“Nossa gente agradece o Evangelho pregado com unção, agradece quando o Evangelho que pregamos chega à sua vida cotidiana, quando ilumina as situações limites, as periferias onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé”, destacou.

Francisco pediu aos fiéis que acompanhem os sacerdotes com o afeto e a oração, para que sejam sempre Pastores segundo o coração de Deus.

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