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Por: André | 29 Março 2013

Jorge Bergoglio escolheu, para substituí-lo como arcebispo de Buenos Aires, Mario Aurelio Poli, até agora bispo de Santa Rosa. É um homem próximo à sua perspectiva e de sua direta confiança, moderado e baixo. A nomeação deixa fora do jogo o setor ultraconservador da Igreja.

A reportagem é de Washington Uranga e publicada no jornal argentino Página/12, 28-03-2013. A tradução é do Cepat.

Em seu primeiro ato com incidência direta sobre a Argentina, o Papa Francisco designou Mario Aurelio Poli, 65 anos, até agora bispo de Santa Rosa (La Pampa), como seu sucessor na arquidiocese de Buenos Aires. O novo titular da arquidiocese portenha foi ordenado bispo em 20 de abril de 2002 pelo cardeal Bergoglio, o mesmo que agora o escolheu para continuar seu trabalho na diocese católica mais importante do país. O anúncio oficial foi feito nesta quinta-feira pela manhã, de maneira simultânea, em Roma e em Buenos Aires. Como é habitual nestes casos, o governo argentino foi informado previamente da decisão adotada por Francisco. O Papa designou para o cargo um homem próximo à sua perspectiva e de sua direta confiança. O nome de Poli não estava entre os cogitados como possíveis candidatos para suceder Bergoglio em Buenos Aires. A determinação papal deixa fora do jogo o setor ultraconservador da Igreja católica, encabeçada pelo arcebispo platense Héctor Aguer.

Durante seis anos, entre 2002 e 2008, data em que assumiu a diocese pampeana, Poli foi um colaborador direto de Bergoglio. É considerado um homem moderado, cuja figura não havia tido, até o momento, maior transcendência na opinião pública nacional. Por sua condição de portenho, mas também por sua atuação como parte da equipe de Bergoglio, o novo arcebispo é uma pessoa que conhece a realidade da população e dos católicos da Capital Federal.

Dada a tradição eclesiástica e tendo em conta a importância que a arquidiocese portenha tem dentro do cenário da Igreja na Argentina, é altamente provável que Poli seja feito cardeal no primeiro consistório convocado pelo Papa Francisco.

A nomeação foi bem recebida em geral nos círculos oficiais e de governo, onde se fizeram votos de um vínculo institucional fluido com o novo arcebispo, que é reconhecido como um homem simples e fácil de se relacionar.

Poli nasceu em Buenos Aires no dia 29 de novembro de 1947 e foi ordenado sacerdote em 1978 pelo então cardeal Juan Carlos Aramburu, arcebispo de Buenos Aires. É doutor em Teologia e professor de História Eclesiástica, graduado na Universidade Católica Argentina. Na Conferência Episcopal preside a Comissão Episcopal da Catequese e da Pastoral Bíblica.

Em uma homilia feita no dia 15 de março último, por ocasião de ordenações sacerdotais em Santa Rosa, Poli se referiu de maneira direta à tarefa encomendada por Jesus Cristo a Pedro, como primeiro pontífice da Igreja católica. “O discípulo (Pedro) que acaba de ser instituído como pastor de ovelhas de Jesus Cristo deverá cumprir até o final este ofício de amor”, disse então Poli.

Na oportunidade também recordou a situação gerada na Igreja a partir da nomeação de Francisco como papa e repetiu palavras pronunciadas por Bergoglio durante a missa de ação de graças aos cardeais reunidos em Roma. “Quando caminhamos sem a cruz, quando edificamos sem a cruz e quando confessamos um Cristo sem cruz, não somos discípulos do Senhor. Quisera que todos, depois destes dias de graça, tenhamos o valor, precisamente o valor, de caminhar na presença do Senhor, com a cruz do Senhor; de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, derramado na cruz, e de confessar a única glória: Cristo ressuscitado. E assim a Igreja avançará”, afirmou Poli nessa ocasião citando o Papa Francisco.

Ainda não se sabe a data em que Poli tomará posse como arcebispo de Buenos Aires.

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