O Wojtyla das Filipinas: ''O futuro da Igreja está na Ásia''

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26 Fevereiro 2013

Ele é o segundo cardeal mais novo dos 116 que se reunirão para eleger o sucessor de Bento XVI. No entanto, o seu nome já está entre os mais citados para liderar a Igreja no pós-Ratzinger. Ele não tem nem 56 anos, mas a linhagem de Luis Antonio Gokim Tagle, arcebispo de Manila desde 2011, cardeal desde novembro passado, é de peso.

A reportagem é de Marco Lorenzi, publicada no jornal La Repubblica, 23-02-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eclesiástico que evita qualquer trato curial (como bispo de Imus, subúrbio de Manila, não tinha carro: "Eu prefiria andar de ônibus, assim podia encontrar as pessoas"), se um dia chegasse ao Sólio pontifício, Tagle imprimiria uma aceleração notável ao catolicismo: primeiro papa chinês da história (por parte de mãe), representante do continente menos cristão, mas central para o futuro geopolítico do globo, prelado alheio aos jogos de poder dos Sagrados Palácios, pensador de valia e pastor próximo das pessoas.

No seu novo livro, Gente di Pasqua (Ed. EMI), surge essa dupla característica de teólogo refinado e de pastor atento à vida dos pobres.

Eis a entrevista.

Como o senhor acolheu a notícia da renúncia de Bento XVI?


Foi uma surpresa que me entristeceu. Todos nos sentíamos como crianças que abraçam o pai quando ele lhes está dando adeus. Mas a tristeza deu lugar à admiração pela humildade, pela honestidade, pela coragem e pela sinceridade do papa. O seu maior desejo é o de promover o bem maior da Igreja. Todos sabemos que o ministério papal não é uma tarefa fácil. Agradecemos a Bento XVI por ter guiado a Igreja nestes oito anos, com simplicidade e gentileza. E oramos pelos cardeais que elegerão o novo pontífice.

No fim de novembro, Bento XVI o criou cardeal em Roma. Que herança Ratzinger lhe deixa ?

Ele me assegurou que ama e tem confiança na Igreja das Filipinas. O dia após a cerimônia, eu lhe comuniquei o meu desagrado por ter chorado de comoção em São Pedro. Bento XVI me respondeu com uma frase significativa: "Não, você não precisa se desculpar: na Igreja, precisamos de coração!".

Nos últimos tempos, a Igreja viveu uma série de escândalos, do Vatileaks aos abusos infantis. Como sair da crise?

São problemas que não existem só na Igreja, mas, precisamente porque se trata da Igreja, esses eventos – como os abusos de crianças – nos fazem sofrer. Parece-me que essa crise é um chamado do Senhor para a conversão. Todos os batizados se encontram em caminho rumo a Jesus e à plena partilha com a sua vida. Quando nós, cristãos, nos esquecemos desse percurso humilde e ignoramos a nos abrir à graça de Deus, surge a tentação de nos tornarmos orgulhosos e autossuficientes.

O que os católicos asiáticos podem oferecer?

A Igreja na Ásia é uma minoria que não cresce. Hoje, nas Igrejas antigas – especialmente na Europa, onde, por séculos, os cristãos foram a maioria –, circula a preocupação pelo futuro da Igreja. Aí está a primeira lição dos católicos da Ásia: entre nós, a vitalidade da Igreja não é medida apenas com base no número dos católicos, mas também pela qualidade da fé. Se uma paróquia reúne mesmo que uma dúzia de fiéis, mas a comunidade é cheia de amor pelos outros e oferece a sua contribuição pela sociedade, lá se vê uma presença vital do cristianismo.

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