Cristãos e judeus contra a aliança militar EUA-Israel

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07 Novembro 2012

O apoio militar incondicional a Israel é o principal obstáculo a uma paz justa e duradoura na região e, portanto, à tão badalada segurança com a qual o governo de Netanyahu envolve todas as suas decisões. Foi assim que organização pacifista judaica Jewish Voice for Peace explicou a decisão de apoiar a iniciativa de 15 líderes cristãos norte-americanos que, em uma carta do dia 5 de outubro passado, haviam convidado os membros do Congresso a reconsiderar as ajudas militares fornecidas a Israel que, escreviam, têm alimentado o conflito e minado as esperanças de segurança a longo prazo tanto de uma quanto de outra parte.

A reportagem é de Ingrid Colanicchia, publicada por Adista, 05-11-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Uma iniciativa que não havia agradado uma fatia substancial do mundo judeu norte-americano, a ponto de induzir o Jewish Council for Public Affairs e outras seis organizações judaicas (incluindo o American Jewish Committee e a Central Conference of American Rabbis) a cancelar o encontro da mesa-redonda judaico-cristã sobre sobre diálogo inter-religioso – que ocorre desde 2004 – que deveria ocorrer pouco tempo depois.

"Assim como os nossos colegas cristãos – lê-se no documento assinado pelo Conselho Rabínico do Jewish Voice for Peace –, estamos perturbados pelas violações dos direitos humanos cometidas por Israel contra civis palestinos, muitas das quais através do uso impróprio de armas norte-americanas".

"Nesta fase de recessão econômica, o Congresso colocou sob a lente de aumento todos os programas de assistência nacionais, incluindo os referentes à segurança social, para se certificar de que estão em conformidade com a lei. Por que o apoio militar a Israel deve ser isento desse controle?".

"Enquanto alguns poderiam pensar que fingir que a ajuda a Israel respeita determinados critérios pode comprometer a sua segurança, nós acreditamos exatamente no oposto. Como primeiro aliado de Israel, os Estados Unidos podem criar a alavanca que poderia induzir Israel a pôr fim àquelas políticas que impedem uma paz justa entre israelenses e palestinos".

"Estão chocados com o fato – continua o Jewish Voice for Peace, convidado os 15 líderes cristãos a assinar um abaixo-assinado de solidariedade – de que várias organizações judaicas atacaram cinicamente esse apelo" e "estamos profundamente consternados com o cancelamento do encontro judaico-cristão. Acreditamos que ações como essas são contrárias ao espírito e à missão do diálogo inter-religioso. Um verdadeiro diálogo deve ocorrer não somente sobre questões sobre as quais ambas as partes estão de acordo, mas justamente onde há desacordo e divergência de opinião".

Mas, evidentemente, como destacou o rabino Brant Rosen, que figura entre os signatários do documento, "houve por um longo tempo um pacto não escrito entre o establishment judeu e os líderes cristãos em matéria de diálogo inter-religioso: 'Podemos falar sobre qualquer questão religiosa, mas as críticas sobre as violações dos direitos humanos por parte de Israel estão fora dos limites'".

"Por que o establishment judeu reagiu tão violentamente contra um abaixo-assinado relativamente equilibrado? Porque, falando a partir da própria consciência, esses líderes cristãos tiveram a audácia de romper esse pacto não escrito".

"Não é tarefa das organizações judaicas estabelecer como os seus parceiros cristãos devem viver a sua consciência ou os seus valores, independentemente de quanto possam estar em desacordo. Realidades desagradáveis não podem ser descartadas apenas porque essas organizações consideram tais questões como fora dos limites. Só podemos esperar – conclui a Jewish Voice for Peace – que esses líderes cristãos permaneçam em suas posições e que esse triste episódio nos leve a um novo pacto inter-religioso, baseado na confiança e no respeito". "O establishment judeu norte-americano estará à altura dessa tarefa?".

A Jewish Voice for Peace não é a única organização norte-americana de marca religiosa a tomar a palavra nestes dias para defender a iniciativa dos 15 líderes cristãos. O movimento de cristãos Kairos USA (nascido no rastro traçado pelo documento Kairos Palestina) também expressou a sua solidariedade aos 15, convidando a assinar e enviar ao próprio representante no Congresso uma carta que solicite a levar seriamente em consideração a proposta de rever as ajudas militares a Israel (www.kairosusa.org).

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