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Por: Cesar Sanson | 25 Outubro 2012

"A disputa eleitoral entre partidos da base do governo provocou alguns abalos aqui e ali, sem maiores consequências, mas a principal questão que fica é como se comportará o PSB de Eduardo Campos daqui para frente". O comentário é do jornalista Ricardo Kotscho em artigo publicado no seu blog, 24-10-2012.

Eis o artigo.

Em agosto, não por acaso, quando começaram ao mesmo tempo a campanha eleitoral e o julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff tinha um objetivo principal: manter o governo o mais distante possível das disputas e sair das eleições com a mesma base aliada com que entrou. Dilma só participou de meia dúzia de comícios nos dois turnos e, agora, que faltam apenas quatro dias para a abertura das urnas, está fazendo um balanço de perdas e ganhos para ver o que vai fazer no período pós-eleições e pós-mensalão.

A disputa eleitoral entre partidos da base do governo provocou alguns abalos aqui e ali, sem maiores consequências, mas a principal questão que fica é como se comportará o PSB de Eduardo Campos daqui para frente. Fiel aliado do PT de Lula desde a primeira eleição presidencial pós-ditadura, em 1989, quando o governador de Pernambuco era Miguel Arraes, avô de Campos, o PSB jogou em várias frentes no segundo turno, deixando em aberto o rumo que seguirá até a sucessão de Dilma daqui a dois anos.

O fato é que o governador de Pernambuco e presidente do PSB não só não subiu nos principais palanques do PT no segundo turno, como ainda por cima se aproximou cada vez mais do tucano Aécio Neves, o virtual candidato tucano em 2014. Depois de participarem juntos de um comício em Uberaba, Aécio decidiu ir a Fortaleza e Campinas nesta semana, a convite de Eduardo Campos, para apoiar os candidatos do PSB. Detalhe: nas duas cidades, o adversário é o PT.

O que Campos sinaliza?, perguntam-se os estrategistas do governo. Pode tanto estar se cacifando para conquistar mais espaço no governo Dilma, como ensaiando um voo próprio para 2014, apresentando-se ao eleitorado como a terceira via diante da eterna polarização entre PT e PSDB. O governador já avisou que não pretende ser vice de ninguém e não tem pressa para chegar a Brasília.

Nas atuais condições de tempo e temperatura, embora tivesse crescido bastante em número de prefeituras e de votos no primeiro turno, o fato é que o PSB ainda não tem estrutura nos maiores colégios eleitorais do País para enfrentar os dois grandes partidos nacionais. A presidente e o governador não se falaram durante o segundo turno e não está nos planos de Dilma tomar a iniciativa de marcar um encontro entre os dois. O Planalto vai esperar que Campos dê o próximo passo.

Enquanto isso, o PMDB de Michel Temer aproveitou a brecha deixada pelo PSB para reforçar sua aliança com Dilma e garantir a repetição da chapa para a disputa presidencial de 2014. A lista de pendências da campanha eleitoral inclui o PDT de Paulinho da Força e o PR de Valdemar da Costa Neto, que apoiaram o PSDB de Serra em São Paulo, e o PRB, que está se aproximando do governador Geraldo Alckmin, já discutindo alianças para 2014.

Com o mapa dos resultados das eleições em mãos, a presidente deverá chamar para uma conversa os líderes da base aliada e só depois começará a montar a sua esperada reforma ministerial.

Para Dilma, caso seja confirmada no domingo, a maior vitória será a de Fernando Haddad em São Paulo, berço e principal reduto dos tucanos. Pela primeira vez, o PT elegeria um prefeito da capital paulista apoiado pelo governo federal, no momento em que o partido é bombardeado dia e noite na mídia por conta do julgamento do mensalão.

A presidente Dilma ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas sabe que, após as eleições, terá que falar alguma coisa, não dá para fazer de conta que não aconteceu nada. Só não sabe ainda como e quando fará isso.

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