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15 Outubro 2012

Alçados por expressivas votações, pela capacidade de transferir prestígio para sucessores e pelo comando de projetos partidários vitoriosos, seis políticos se consolidam no cenário político estadual e se cacifam para influir diretamente nos rumos do RS e dos pleitos de 2014 e 2018.

A reportagem é de Carlos Rollsing e publicada pelo jornal Zero Hora, 14-10-2012.

Projetados pela atuação política, consagrados pelas urnas, seis homens saíram fortalecidos das eleições municipais de 2012. Em diferentes estágios da vida pública, com pretensões diversas, membros de partidos distintos, eles se assemelham por terem colhido bons resultados na mais recente safra eleitoral, alimentando ambiciosos projetos de poder para as campanhas de 2014 e 2018.

Os casos mais notórios de fortalecimento estão atrelados às avassaladoras vitórias de José Fortunati (PDT), em Porto Alegre, e de Jairo Jorge (PT), em Canoas. Ainda no rol das lideranças de primeira grandeza, brilhou a popularidade de José Ivo Sartori (PMDB). Líder de um partido em crescimento, Beto Albuquerque (PSB) se afirmou. Na faixa dos emergentes, destaque para Alexandre Lindenmeyer (PT) e Marco Alba (PMDB).

Há mais de três décadas na política, Fortunati alcançou o auge. Com 65% dos votos, ele ingressou no grupo dos principais líderes gaúchos, aliando predicados como confiabilidade e carisma. Nos próximos anos, o plano é finalizar as obras da Copa e encerrar o mandato com o discurso afiado para disputar o Piratini em 2018. No PT, setores mais à esquerda torcem o nariz para Jairo Jorge. Porém, junto à população, o prefeito desfruta de respaldo. Com avanços na gestão da saúde e da segurança, Jairo obteve 71% dos votos no quarto maior colégio eleitoral. Também está fardado para concorrer ao Piratini em 2018.

Fechando oito anos à frente da prefeitura de Caxias do Sul com mais de 70% de aprovação, Sartori elegeu Alceu Barbosa Velho (PDT) como seu sucessor. Ex-deputado, ingressou no grupo das principais lideranças do PMDB, oxigenando um núcleo que, há anos, era integrado apenas por Pedro Simon, Germano Rigotto e José Fogaça. Hoje, ele é o mais citado pelos peemedebistas para concorrer ao Piratini em 2014.

Coordenador da campanha de Manuela D’Ávila (PC do B), Beto Albuquerque sofreu um baque em Porto Alegre. No entanto, o PSB pulou de 12 para 18 prefeituras, reelegeu Vicente Pires em Cachoeirinha e quase dobrou o número de vereadores, passando de 115 para 205. No plano nacional, o PSB também cresceu. Saiu fortalecida a base que trabalhará pela eleição de Beto ao Senado em 2014.

Responsável por quebrar a dinastia da família Branco em Rio Grande, Lindenmeyer comandará a prefeitura com o apoio da presidente Dilma Rousseff. Em suas mãos, o quarto maior PIB do Estado, que será multiplicado nos próximos anos pela expansão da indústria naval que avança no município.

Em Gravataí, o PT não conseguiu a quinta vitória consecutiva. Foi desbancado por Marco Alba. Deputado estadual e ex-secretário do governo Yeda Crusius, Alba ganhou força no PMDB, tirando espaço de velhos caciques.

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