Brasil tem cinco espécies entre as cem mais ameaçadas do mundo

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12 Setembro 2012

Uma rede de 8.000 pesquisadores ligados à IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) compilou uma lista das cem espécies de animais, plantas e fungos mais ameaçados de extinção no mundo, entre os quais cinco bichos brasileiros.

A informação é publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 12-09-2012.

O levantamento, o primeiro de seu tipo, foi feito pela Comissão de Sobrevivência de Espécies da IUCN em parceria com a Sociedade Zoológica de Londres. Os dados foram divulgados durante um congresso na Coreia do Sul.

"Mais da metade dessas cem espécies praticamente não está recebendo atenção das autoridades", afirmou Jonathan Baillie, diretor de conservação da Sociedade Zoológica de Londres.

Algumas das criaturas listadas, de fato, são obscuras quando comparadas a símbolos conservacionistas mais famosos, como os pandas chineses ou o mico-leão-dourado brasileiro (nenhum dos dois figura no relatório).

São animais como um caranguejo de Cingapura, uma iguana da Jamaica e uma salamandra que só existe nas montanhas do Zagros (Irã).

Baillie diz que a principal mensagem do relatório é que a diversidade dos seres vivos na Terra tem valor intrínseco, independente dos usos que os seres humanos dão para as espécies com as quais convivem. "Os argumentos utilitaristas são apenas um adendo", afirma ele.

MATA ATLÂNTICA

Como era natural esperar, entre as cinco espécies brasileiras da lista, três são nativas da mata atlântica, o ecossistema mais afetado pela ação humana no país (só 10% de sua área original existe).

O mais conhecido dos bichos é o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), nativo de uma área que vai do Espírito Santo à Bahia. Sua população hoje está reduzida a menos de mil bichos.

Medindo cerca de 1,20 m, é o maior primata das Américas -e provavelmente também o mais sexy.

"Em vez de disputar as fêmeas de modo violento, os machos esperam pacientemente a sua vez de copular com elas", escreveu no relatório a primatóloga americana Karen Strier, que estuda a sociedade dos muriquis.

Outro membro ameaçado da fauna da mata atlântica é a preá Cavia intermedia, considerada a espécie de mamífero mais rara do mundo, com uma população de cerca de 60 espécimes. Só existe nas ilhas Moleques do Sul, em Santa Catarina.

Completa a lista da mata atlântica a borboleta Actinote zikani, espécie que habita áreas próximas à serra do Mar em São Paulo.

Os outros animais brasileiros listados são o soldadinho-do-araripe, ave cuja população é estimada em 779 espécimes, encontrada apenas numa área de 28 km2, na chapada do Araripe (Ceará); e a borboleta Parides burchellanus, espécie do cerrado.

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