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Terça, 07 de agosto de 2012
O diretor da Faculdades EST, Oneide Bobsin, é um dos cinco integrantes da Comissão Estadual da Verdade, anunciados ontem, em Porto Alegre, pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.
Em mensagem enviada a Bobsin, o presidente e o secretário geral do Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai), respectivamente, bispo Julio Murray e pastor Nilton Giese, saúdam a escolha.
A reportagem é publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação - ALC -, 06-08-2012.
"É um motivo de orgulho para todas as igrejas protestantes ter o reitor de uma das mais prestigiadas escolas de Teologia da América Latina neste colegiado, pois a defesa da justiça e da paz fundamentada nos Direitos Humanos é parte fundamental da formação e do testemunho pastoral", diz a carta assinada pelo presidente e secretário geral do CLAI, respectivamente, bispo Julio Murray e pastor Nilton Giese.
A liderança do CLAI espera que a divulgação de casos de tortura e morte ocorridos no Rio Grande do Sul durante o período da ditadura civil militar brasileira reforcem as reivindicações dos movimentos populares que reclamam a revogação da Lei da Anistia e punam os culpados, como aconteceu na Argentina.
O Decreto 49.380/2012, que cria a Comissão Estadual da Verdade, foi assinado pelo governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, durante a conferência Direitos Humanos, Desenvolvimento e Criminalidade Global, proferida pelo juiz espanhol Baltasar Garzón, na terça-feira, 19 de julho. Mas só ontem foram anunciados os integrantes da Comissão.
A Comissão terá 20 meses para apurar casos de violação dos direitos humanos ocorridos entre 1 de janeiro de 1961 a 5 de outubro de 1988. O decreto fixou 1961 como ponto de partida das investigações, pois foi o ano em que o então governador do Estado, Leonel de Moura Brizola, resistiu à ofensiva de golpe para retirar João Goulart da presidência da República.
Além de Bobsin, integram a Comissão o magistrado aposentado, professor universitário Aramis Nassif, o defensor público Carlos Frederico Guazzelli, a historiadora e cientista política Celi Regina Jardim Pinto e o procurador estadual aposentado, Jacques Távora Alfonsin.

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