"Espera-se com todo o coração, a mente e as forças que venha logo a ressurreição". É o que afirma, em uma mensagem enviada à agência vaticana Fides, o arcebispo maronita de Damasco, que conta como, "desde terça-feira, os combates enfureceram na cidade, com armas pesadas, tanques e helicópteros, em uma cidade repleta de civis".
A reportagem é do sítio Vatican Insider, 20-07-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
"A destruição é enorme. Está acontecendo um calvário. Os confrontos estão ocorrendo nas ruas e se deslocam de um bairro para o outro. Eu não consigo dormir por causa do medo e do barulho das bombas e dos disparos. A temperatura chegou a 40 graus, e muitas vezes há interrupção da energia elétrica.
"Os suprimentos estão escassos em muitos setores, e começamos a perceber a penúria: temos pouco pão, verduras, gás para cozinhar e combustível para os fornos. A população está aterrorizada e não sabe onde se refugiar.
"As estradas para a Jordânia, o Iraque, para Alepo e a zona a norte de Homs estão fechadas. Vê-se uma longa fila de pessoas que fogem na estrada para o Líbano: um êxodo que ocorre em meio ao pânico geral".
O arcebispo lembra que Damasco havia sido poupada da violência que dilacerou as outras cidades da Síria: "Agora, é a nossa vez de sofrer e de morrer. Recém construímos um refúgio, no subsolo, para escapar das bombas, e as adegas da paróquia foram limpas. É um apocalipse. Esperamos que a ressurreição não tarde a vir, depois de tanto sofrimento".

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