Ecos do Brasil no voto mexicano

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • ‘Cultura do descarte e do ódio’ de governantes atuais lembra Hitler, confessa papa Francisco

    LER MAIS
  • O que suponho que Lula deveria dizer. Artigo de Tarso Genro

    LER MAIS
  • Bolívia. Breve reflexão a partir do golpe de Estado de 10 de novembro de 2019

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

03 Julho 2012

Lembra-se do grito "O povo não é bobo/abaixo a Rede Globo", que marcava mobilizações populares nos anos 80, primeiro na campanha pelas "Diretas Já" e depois na campanha presidencial de 1989?

Pois é, há ecos desse grito no México que votou domingo. O alvo principal é uma espécie de Globo mexicana, a Televisa, principal emissora mexicana, acusada de favorecer o candidato do PRI (Partido Revolucionário Institucional), Enrique Peña Nieto, que acabou sendo eleito, e de fazer uma campanha suja contra o candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador.

O comentário é de Clóvis Rossi, jornalista, e publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, 03-07-2012.

Parece um eco das acusações de que a Globo beneficiou Fernando Collor de Mello e prejudicou Luiz Inácio Lula da Silva, em especial na edição do debate do segundo turno.

Um segundo eco: no Brasil, a garotada lançou o movimento batizado de "caras-pintadas", para pressionar pelo impeachment de Collor, em 1992. No México, mudou o nome (para #YoSoy 132), mas não o objetivo: pressionar para evitar a eleição de Peña Nieto.

O nome surgiu depois de uma manifestação estudantil contra o candidato do PRI. A Televisa e a assessoria de Peña Nieto alegaram que os manifestantes não eram estudantes, mas infiltrados pela campanha de López Obrador. Em resposta, a estudantada gravou vídeo em que 131 deles exibiam suas carteiras de estudantes. Seguiu-se a adesão de muitos mais, que proclamavam ser, cada um deles, o 132.

O movimento acabou derrotado, já que Peña Nieto se elegeu, mas, mesmo assim, deixou sua marca: o candidato do PRI partiu com 48% das intenções de voto, quando a campanha começou em março, mas elegeu-se com apenas 38%. O PRI tampouco obteve a maioria absoluta das vagas no Congresso.

Uma aliança, ainda que pontual, entre o partido de López Obrador e o conservador PAN (Partido de Ação Nacional, do atual presidente Felipe Calderón) pode embaçar tremendamente a agenda de reformas que Peña Nieto pretende levar adiante, como reiterou ontem, após ser dado como vencedor.

Talvez seja exagerado atribuir apenas ao movimento estudantil a queda de Peña Nieto, assim como seria temerário imaginar que os "caras-pintadas" nas ruas derrubaram Collor.

De todo modo, as redes sociais se tornaram atores políticos relevantes. Nem tanto no Brasil, em que há escassa tradição de mobilização de massas. No México, ao contrário, #YoSoy132 obteve um certificado de relevância ao organizar um debate com três dos quatro candidatos (Peña Nieto não foi), suplantando até os canais usuais (TVs, rádios e jornais).

No fundo, o movimento mexicano é parente próximo de grupos como os "indignados", ativo em especial na Espanha, ou o "Ocupe Wall Street".

Entre as muitas características desses grupos está a de expor o esgotamento do papel dos partidos políticos como intermediários entre o Estado e sociedade.

Resta ver se ficam apenas em manifestações pontuais ou se conseguem atrair o público para uma ação política mais permanente e que não seja só contra alguma coisa ou alguém.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Ecos do Brasil no voto mexicano - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV