''Para Fellay, o novo preâmbulo doutrinal é inaceitável''

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27 Junho 2012

O caminho rumo à plena comunhão com os lefebvrianos poderia encontrar novos obstáculos. Isso é atestado por uma carta circular dirigida aos superiores dos distritos e dos seminários da Fraternidade São Pio X, datada de 25 de junho e classificada como "confidencial". Um site que acompanha com muita atenção os fatos tradicionalistas a publicou [disponível aqui, em francês]. Trata-se de uma comunicação interna assinada pelo Pe. Christian Thouvenot, secretário-geral da Fraternidade, enviada pela Casa Generalícia de Menzingen, na Suíça, aos responsáveis das comunidades lefebvrianas.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 26-06-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Thouvenot escreve que, "segundo várias fontes concordantes", a versão do preâmbulo doutrinal – corrigido por Fellay (foto) – "parecia satisfazer o Soberano Pontífice".

No dia 13 de junho, continua a carta, Levada "entregou ao nosso superior-geral o seu texto de abril, mas com emendas de tal sorte que retoma, substancialmente, as proposições" contidas no preâmbulo doutrinal enviado a Fellay em setembro de 2011. Isto é, praticamente se voltava à primeira declaração doutrinal vaticana, e as alterações propostas pelo superior da Fraternidade São Pio X eram rejeitadas.

Thouvenot escreve ainda: "Fellay fez saber imediatamente que ele não poderia assinar esse novo documento, claramente inaceitável. O próximo Capítulo permitirá fazer uma análise" sobre o  ponto o dossiê relativo às relações com a Santa Sé.

Na carta, informa-se que Fellay também revogou ao bispo Williamson a faculdade de participar do Capítulo, "pelos seus posicionamentos que apelam à rebelião e pela sua desobediência continuamente repetida". Por fim, o Pe. Thouvenot confirma a notícia já conhecido sobre a decisão do próprio Fellay de adiar as ordenações de religiosas dominicanos e capuchinhos pertencentes à Fraternidade, previstas para o dia 29 de junho, porque pretende se certificar "da lealdade dessas comunidades, antes de impor as mãos sobre os seus candidatos". Confirmam-se, assim, as dificuldades que era possível identificar nas entrelinhas do comunicado da Fraternidade São Pio X publicado depois da reunião no Vaticano no dia 13 de junho.

Dificuldades das quais também falou o Pe. Alain-Marc Nély, segundo assistente-geral da Fraternidade São Pio X, em um encontro com alguns sacerdotes do distrito da França, que ocorreu no último dia 21 de junho. Nély confirmou que as últimas modificações contidas na declaração doutrinal entregue por Levada a Fellay não satisfazem a Fraternidade sobre pontos essenciais, como o Concílio Vaticano II e o Novus Ordo Missae, isto é, a missa que surgiu da reforma litúrgica pós-conciliar.

A resposta do superior lefebvriano chegará depois do próximo Capítulo Geral. Fellay parece estar convencido da importância de restabelecer a plena comunhão, um objetivo que – como se sabe – Bento XVI busca de modo particular.

O Pe. Nély ressaltou as palavras com as quais se concluía o comunicado da Fraternidade depois do último encontro romano, sobre a esperança de que se continue o diálogo para chegar a "uma solução para o bem da Igreja e das almas".

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