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Por: Cesar Sanson | 11 Junho 2012

O ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindos, disse que o país não está pedindo resgate à eurozona, mas sim um "crédito em condições muito favoráveis" aos bancos, e que não haverá nenhum tipo de condição macroeconômica ou fiscal para a concessão do empréstimo.

A reportagem é de Rodrigo Russo e publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, 10-06-2012.

Na entrevista coletiva sobre o assunto, De Guindos estava visivelmente tenso e teve de explicar por que o premiê Mariano Rajoy não compareceu para falar do empréstimo. "Por uma questão muito simples: eu sou membro do conselho de ministros, e o líder do governo não."

A imprensa espanhola perguntou se Rajoy teria viajado para acompanhar a primeira partida da seleção de futebol da Espanha na Eurocopa -o país é o atual campeão do torneio. O premiê deve viajar hoje para a Polônia e assistirá ao confronto entre seu país e a seleção da Itália. "Rajoy teve um papel fundamental", retrucou o ministro De Guindos, dizendo que o premiê foi decisivo na coordenação da equipe econômica espanhola e nos contatos com os líderes europeus durante a semana.

Apesar disso, Rajoy negara com veemência nas últimas semanas a possibilidade de resgate ao setor bancário. Além de frisar que não haverá a imposição de medidas de austeridade ao país, o ministro De Guindos tentou mostrar um ponto positivo: com o dinheiro, disse, os bancos serão mais solventes e assim voltarão a emprestar para famílias e empresas.

"É bom para a economia espanhola e para o futuro da zona do euro", declarou ele sobre o pacote acertado. Para De Guindos, não há urgência em definir o valor exato a ser recebido das autoridades europeias, que pode chegar a até € 100 bilhões.

Segundo o ministro, os bancos espanhóis ainda têm tempo para se recapitalizar. Durante a entrevista, De Guindos se recusou a dar explicações em inglês, dizendo que o evento era focado na imprensa de seu país, e não respondeu a uma pergunta sobre de quem teria partido a decisão de pedir o resgate.