Impasse político pode fazer a Grécia voltar às urnas em junho

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08 Maio 2012

A Grécia caminha para novas eleições parlamentares, depois que o partido de centro-direita Nova Democracia anunciou que não foi capaz de formar um governo de coalizão. O partido foi o mais votado no domingo, com 20%.

A informação é do jornal Valor, 08-05-2012.

Ontem, o líder do Nova Democracia, Antonis Samaras, disse que é impossível chegar a um acordo com outros partidos para conformar um governo. Com isso, abriu caminho para o Syriza, uma aliança de grupos de esquerda, que obteve a segunda maior bancada no Parlamento, com 16,8% dos votos, desbancando o socialista Pasok.

O líder da Syriza, Alexis Tsipras, de 37 anos, admirador do presidente venezuelano Hugo Chávez, tem agora dois dias para tentar formar um governo. Ele fez campanha contra as medidas de austeridade do governo grego (hoje nas mãos do Nova Democracia e do Pasok) e viu sua votação no seu partido mais que triplicar.

Caso a esquerda não consiga formar um governo, o que muitos dão como certo, será a vez do Pasok tentar um acordo para governar o país. E, se isso também não acontecer, novas eleições devem ser marcadas - antes disso, pela Constituição, o presidente Karolos Papoulias pode ainda tentar mediar um acordo entre os partidos.

Spiros Rizopouos, estrategista de comunicação política da Spin Communications, diz que novas eleições são inevitáveis. E que, caso ocorram, é mais provável que o Syriza ganhe mais força, em detrimento dos dois partidos governistas atuais. Analistas citam a data de 10 de junho como a mais provável para uma nova votação no país.

O Nova Democracia e o Pasok, que detinham quase 80% das cadeiras no Parlamento, não tiveram nem 33% dos votos no domingo. A fúria dos gregos com o momento econômico do país - onde o desemprego supera 21% e, entre os jovens, 50% - fez desabar o apoio aos dois partidos tradicionais.

Para Wolfgango Picoli, analista do Eurasia Group em Londres, diz que campo pró-austeridade do Pasok e do Nova Democracia não tem nem assentos nem legitimidade para formar um novo governo, "e a busca por um terceiro parceiro deve muito provavelmente falhar". "A Grécia não deve ter um governo estável no futuro próximo, o que eleva as incertezas e coloca o socorro financeiro ao país em risco."

Ontem, a premiê da Alemanha, Angela Merkel, advertiu a Grécia para que persista nas reformas e nas metas orçamentárias negociadas com a União Europeia em troca de um pacote de socorro de € 174 bilhões. "É de suma importância que os programas que acertamos com a Grécia continuem a ser implementados", afirmou, após admitir que o resultado da eleição grega não era "descomplicado".

Ontem, autoridades do Ministério das Finanças da Grécia disseram à agência de notícias "Reuters" que o país pode ficar sem dinheiro até o final de junho caso não tenha um governo formado para negociar a próxima parcela da ajuda da UE e do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Ontem, a bolsa de Atenas caiu 8,3%, chegando perto da mínima de 20 anos atingida em janeiro.

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