Lefebvrianos: rumo ao acordo com o Vaticano

Mais Lidos

  • A ferrovia bioceânica Brasil-Peru promete agilizar o comércio com a China. Mas a que custo?

    LER MAIS
  • “As ideias de Yarvin e de outros são um absurdo, mas as prescrições liberais do mundo seguem linhas semelhantes". Entrevista com Carlos Fernández Liria

    LER MAIS
  • Antonio Banderas ao Papa: "Estou aqui hoje confessando ter sido vítima do feitiço de Deus"

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

19 Abril 2012

Um sim, com algumas modificações. No Vaticano, está prestes a chegar a resposta dos lefebvrianos, e da França, onde a Fraternidade está mais presente, surge a informação de que o superior Bernard Fellay teria assinado o "preâmbulo doutrinal" que a Santa Sé lhe tinha submetido no dia 14 de setembro: substancialmente, as condições para recompor o cisma de Lefebvre e retornar para a Igreja Católica.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 18-04-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Há muito se sabe que a Santa Sé ofereceu aos lefebvrianos a possibilidade de se tornarem uma "prelazia pessoal", como até agora só o é o Opus Dei, que responde diretamente ao papa. Uma negociação que dura três anos, desde que Bento XVI retirou a excomunhão dos quatro bispos como um "convite à reconciliação", e desde então ela sempre ficou suspensa por um fio.

No início de fevereiro, o próprio Fellay havia dito: "Somos obrigados a dizer não, não assinaremos". O problema sempre foi o que provocou o cisma: o reconhecimento do Concílio Vaticano II, contestado pelos ultratradicionalistas. O texto do "preâmbulo" a ser assinado permaneceu secreto, mas substancialmente pede a fidelidade ao magistério da Igreja, incluindo o Concílio.

No dia 16 de março, depois de duas respostas "insuficientes", a Santa Sé havia dado uma espécie de ultimato e deu um mês de tempo para que os lefebvrianos se decidam. Na semana passada, o jornal francês Le Figaro revelou negociações "oficiosas" para "chegar a um acordo". Dom Fellay, afirmou-se, aprovou o texto propondo modificações "não substanciais".

No entanto, a prudência é uma obrigação, visto que as "dúvidas" dos lefebvrianos dizem respeito aos textos e a aspectos-chave do Concílio, da liberdade religiosa ao ecumenismo, passando pelo diálogo inter-religioso, sem falar da Nostra Aetate e da relação com judeus.

Em todo caso, a última palavra caberá, nas próximas semanas, à Congregação para a Doutrina da Fé e ao papa.