O retorno da mão dura na Guatemala

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12 Novembro 2011

A polícia apreendeu 853 quilos de cocaína avaliados em mais de 10 milhões de dólares. Pérez Molina, presidente eleito, disse que os kaibiles – tropas de elite da Guatemala – estão preparados para uma tarefa muito importante contra o narcotráfico.

A reportagem está publicada no jornal argentino Página/12, 10-11-2011. A tradução é do Cepat.

O presidente eleito da Guatemala, o ex-general Otto Pérez Molina, garantiu que na sua administração impulsionará uma luta frontal contra o narcotráfico. Disse também que solicitará aos Estados Unidos mais compromisso com dinheiro, mas não tropas, já que utilizará forças da elite guatemalteca. A polícia apreendeu 853 quilos de cocaína avaliados em mais de 10 milhões de dólares nas dependências da Bahía, Porto Quetzal, localizada no sul do país. Até o momento não houve prisões.

Pérez Molina disse que os kaibiles estão preparados para uma tarefa muito importante contra o narcotráfico. Muitas destas forças militares estão no exterior trabalhando em missões de paz da ONU.

As declarações de Pérez Molina de investigar se houve corrupção durante o governo em fim de mandato de Alvaro Colom, foram rechaçadas por sua ex-esposa, Sandra Torres. O ex-general, que comandou uma das zonas mais quentes durante o fim da guerra civil que culminou em meados dos anos 90, prevê que a Brigada de Pára-quedistas também se some à luta antidrogas. Pérez Molina assinalou que não há necessidade de que venham à Guatemala mais tropas norte-americanas, embora tenha dito que buscará um compromisso maior dos Estados Unidos com a guerra que a América Central enfrenta contra o crime.

"Lutaremos contra o narcotráfico, mas necessitamos de mais compromisso e mais decisão dos Estados Unidos", enfatizou. O futuro presidente comentou que lutará de maneira frontal contra o crime, da mesma maneira que o faz o governo mexicano Felipe Calderón, a quem apontou como exemplo a ser seguido. O México será, justamente, o primeiro país a ser visitado por Pérez Molina, em razão dos problemas que compartilham, de narcotráfico, tráfico de armas, cuidado de pessoas e tráfico de migrantes, informou.

Segundo Pérez Molina, os Estados Unidos são o maior responsável por esta problemática por ser o destino final.

A droga apreendida no sul da Guatemala provinha da Colômbia e foi localizada em uma embarcação, escondida em um contêiner de doces, sem que houvesse prisões.

A ex-primeira dama da Guatemala, Sandra Torres, por sua vez, disse nesta quarta-feira que a partir do dia 14 de janeiro seu partido, o Unidade Nacional da Esperança (UNE), fará uma oposição construtiva ao governo do general retirado Otto Pérez Molina. Numa coletiva de imprensa, a ex-esposa do atual presidente da Guatemala, Alvaro Colom, exortou o ex-general para que deixe de lado o confronto e a caça às bruxas. Torres, que viu frustradas as suas aspirações de concorrer à Presidência nas eleições passadas por uma proibição constitucional, respondeu dessa maneira ao anúncio que Pérez Molina fez no domingo passado de investigar a corrupção na administração Colom.

A dirigente política foi fortemente criticada pelo Partido Patriota (PP) de Pérez Molina pela falta de transparência nos programas sociais que dirigiu até abril passado, quando se divorciou de Colom com a finalidade de participar das eleições presidenciais.

A ex-primeira dama disse que está aberta para que investiguem os programas sociais, assegurou que seu partido fará uma oposição construtiva e que continuará trabalhando pelos mais pobres do país a partir do Congresso, para o qual o seu partido obteve 48 deputados juntamente com a Grande Aliança Nacional (GANA). Torres assinalou que está preocupada com o financiamento dos programas sociais durante a próxima administração e garantiu que estarão atentos para que se cumpra com esses projetos impulsionados por Colom.


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