09 Novembro 2011
Dois terços dos párocos austríacos veem um "ameaçador bloqueio nas reformas" na Igreja Católica e uma separação dramática entre a Igreja e a cultura moderna. Essas são as conclusões de uma pesquisa com 500 párocos da Áustria realizada pelo canal de televisão ORF.
A reportagem é do sítio Derstandard.at, 07-11-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Cerca de 43% dos padres, a propósito do conflito que surgiu a partir do Apelo à desobediência, confia no diálogo sobre as reformas convocado pelos bispos. Segundo a pesquisa, 55% dos párocos consideram possível que as mulheres também possam ser ordenadas presbíteras.
O cardeal Schönborn, à margem da reunião da Conferência dos Bispos que começou nesta segunda-feira em Salzburgo, reagiu à pesquisa do ORF. Apesar de todas as diferenças nas questões individuais, há uma sólida base comum entre párocos e bispos, enfatizou Schönborn, de acordo com a agência de notícias Kathpress.
O abismo entre a hierarquia eclesiástica e a Igreja local, em grande parte defendida pelos padres na pesquisa, segundo o cardeal, é "um fenômeno normal". Quem está embaixo muitas vezes não se sente suficientemente compreendido pelos superiores. "Nós, bispos, temos a impressão de sermos pouco compreendidos em Roma, e os párocos têm a impressão de não serem suficientemente compreendidos pelos bispos", disse Schönborn.
Ele compartilha muitas das preocupações que foram formuladas também pela Pfarrerinitiative, "mas não a sua abordagem para chegar a uma solução". Por isso, ele não fará uma campanha para isso no Vaticano. Mas, certamente, falará a Roma sobre as preocupações e os problemas dos párocos austríacos. "Até mesmo pessoalmente com o papa", disse Schönborn. Schönborn não quis falar sobre sanções contra os padres "desobedientes". Sobre o desconforto dos párocos austríacos, o cardeal irá tomar expressamente uma posição na transmissão do programa Kreuz und Quer do canal ORF desta terça-feira.