Redes do tráfico de drogas aproveitam a falta de postos de trabalho e o desespero dos haitianos, de modo especial dos jovens, e oferece a eles estudo e trabalho no Equador, Venezuela, Chile, Brasil, até mesmo nos Estados Unidos e na Europa, via Guiana Francesa.
A revelação é do coordenador de comunicação do
Serviço Jesuíta a Refugiados,
Woodly Edson Louidor, em entrevista ao
Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Cada vez mais haitianos são obrigados a migrar para outros países da América Latina e do Caribe para sobreviver, disse.
A informação é da
Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 04-08-2011.
O agravamento da pobreza e as condições sócio-econômicas obrigam os haitianos a deixarem o país, de modo regular ou irregular.
Sejam haitianos ou pessoas de qualquer outro país, refugiados precisam sobrepujar barreiras de difícil transposição, desde o comportamento xenofóbico que encontram no país de chegada até o acesso à documentação, “já que os governos aplicam políticas migratórias e de refúgio cada vez mais restritivas que tendem a negar o estatuto de refugiados aos solicitantes”, afirmou
Louidor.
Um outro problema, lembrado pelo jesuíta, é a dificuldade para reunificar a família, uma vez que vários refugiados estão separados de seus filhos e esposa ou esposo. No caso dos haitianos, disse o jesuíta, os que estão no exterior pagam redes de traficantes para trazer os familiares. E um terceiro problema para refugiados é a dificuldade de integração nos países de acolhida.
O
Serviço Jesuíta a Refugiados realiza ações junto aos haitianos, trabalhando com os desalojados nos acampamentos, com os habitantes das comunidades na fronteira com a República Dominicana, em sintonia com outras organizações, “para melhorar as condições de vida dos haitianos em seu próprio país, oferecendo-lhes, assim, uma alternativa à emigração”.
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