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Três grandes maquetes completam a Exposição das Reduções Jesuítas do Paraguai

O embaixador do Paraguai, Oscar Cabello Sarubbi, estará presente na inauguração, no próximo dia 27 de julho.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 21-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Desejando que os visitantes tenham a melhor ideia visual de como eram as reduções, os organizadores da exposição, a Companhia de Jesus e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), incluíram nela três belas maquetes que representam as Reduções de San Ignacio Miní (1610, na atual Argentina), dos Santos Mártires do Japão (1639, na atual Argentina) e de Jesús Tavarangué (1685, no atual Paraguai).

Essas três maquetes foram expostas ao público pela primeira vez em 1991, em uma exposição sobre as reduções que ocorreu em Córdoba e depois foram expostas em diversas mostras. Vale ressaltar que a maquete maior, a de San Ignacio Miní, foi exposta no Pavilhão do Vaticano da Expo 92, de Sevilha.

As três foram feitas na Argentina, com materiais de cerâmica guarani, por Juan Hedman e Hugo E. Viera, ambos professores da Faculdade de Artes Plásticas de Posadas e especialistas especialmente nas reduções.

A maquete maior é a que representa totalmente a Redução de San Ignacio Miní, que os padres jesuítas e Giuseppe Cataldini e Simone Mazzetta fundaram em 1610 e que, depois do grande êxodo provocado pelas perseguições dos paulistas (caçadores de escravos portugueses), teve que se transladar mais de 900 quilômetros ao sul, perto do arroio Yabebirí, na margem esquerda do rio Paraná.

As ruínas dessa redução encontram-se hoje no território da atual Argentina. Em San Ignacio Miní, começou a implantação da grande arquitetura das Reduções guaranis durante o século XVIII. A maquete tem grandes dimensões: 30 metros quadrados (6x5) de superfície, que proporcionam uma ideia muito completa do que era uma redução-tipo.


A segunda maquete tem um tamanho aproximado de 3x5 metros e reproduz – em uma escala menor (1/125) – a Redução dos Santos Mártires do Japão (que presta homenagem aos jesuítas mártires do Japão São Paulo Miki, Juan de Goyo e Santiago Kisai, que foram crucificados em Nagasaki no dia 5 de fevereiro de 1597). A maquete representa a igreja, o cemitério e a praça.

Diferentemente da redução anterior, que é muito conhecida e cujos restos estão bem protegidos, a dos Santos Mártires (em território argentino) está sepultada na floresta e submetida a um grave processo de deterioração.

A terceira maquete reproduz a igreja e o colégio da redução de Jesús de Tavarangué (no atual Paraguai), em escala de 1/75 e com um tamanho total aproximado de 1x5 metros. A Igreja de Jesus (importante mostra do guarani mudéjar) estava em construção quando sobreveio a expulsão dos jesuítas, mas – diferentemente de quase todas as demais igrejas, que se arruinaram total ou parcialmente – esta, embora inacabada, se conservou tal como era, como testemunha e símbolo de uma experiência cultural truncada em pleno desenvolvimento.

Ainda assim, é um dos mais belos exemplos da arte guarani, com curiosas reminiscências mudéjar e sugestivos contrastes de cores que evocam vagamente os arcos lobulados e os jogos de branco e vermelho da mesquita de Córdoba, na Espanha.

Todas as maquetes foram transferidas há vários meses para a casa jesuíta de Alcalá de Henares (Madri) e restauradas por H. Marcial Morales, SJ e um grupo de leigas.

Inaugurações

Haverá duas inaugurações. Uma, com a abertura da exposição, e outra durante a semana da JMJ. A primeira será no próximo dia 27 de julho, às 18h30, na Residência Sagrado Corazón, na Espanha. Estarão presentes o provincial de Castela da Companhia de Jesus, José Antonio Guerrero Alves, SJ, a diretora técnica do Departamento de Cultura da JMJ, Carla Díaz de Rivera, o embaixador do Paraguai, Oscar Cabello Sarubbi, assim como o Comissário da Exposição, Faustino Giménez-Arnau, e seu diretor jesuíta, Enrique Climent Carrau, SJ.

Será realizada uma visita à exposição e, às 20h, será promovido um concerto de música (entrada livre) das Reduções Jesuítas (Missa de Santo Inácio, D. Zipoli, SJ) pela orquestra e solistas Matritum Cantat e pelo Coro da Universidade Pontifícia Comillas, na Igreja de San Francisco de Borja.

A inauguração oficial na JMJ será no dia 15 de agosto. Nesse dia, um dos maiores especialistas em música das reduções, Luis Szarán, fará uma conferência multimídia sobre a música dos jesuítas nas reduções guaranis.

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