Cardeal não vê "nenhum obstáculo teológico" ao sacerdócio feminino

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28 Junho 2011

O cardeal José da Cruz Policarpo, de Lisboa, Portugal, antigo prelado europeu que chegou a ser considerado um candidato ao papado, disse que não há "nenhum obstáculo teológico fundamental" para a ordenação de mulheres ao sacerdócio na Igreja Católica.

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada no sítio National Catholic Reporter, 27-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

De acordo com o texto de uma entrevista concedida a uma publicação legal de Portugal chamada Oa, Policarpo disse que a ordenação de mulheres só irá ocorrer "quando Deus quiser", embora não enquanto estivermos vivos, e que agora não é o momento de levantar essa questão.

"Teologicamente, não há nenhum obstáculo fundamental", disse Policarpo. "Há essa tradição, digamos assim. Nunca foi de outra maneira".

"Há uma igualdade fundamental de todos os membros da Igreja", disse o cardeal. "O problema põe se em outra ótica, em uma forte tradição, que vem desde Jesus, e na facilidade com que as Igrejas reformadas foram para aí [no sacerdócio feminino]".

Esses comentários foram destacados, no final de semana, pelo site Vatican Insider, uma nova fonte de notícias online sobre a Igreja Católica operado pelo jornal italiano La Stampa.

A reivindicação de Policarpo de que não há nenhum impedimento teológico às presbíteras parece estar em contradição com várias declarações recentes do Vaticano.

Em 1994, o Papa João Paulo II emitiu o documento Ordinatio sacerdotalis, reafirmando a proibição da ordenação de mulheres. Um esclarecimento posterior divulgado pela Congregação para a Doutrina da Fé, sob o então cardeal Joseph Ratzinger, afirmou que o ensinamento "foi estabelecido infalivelmente pelo magistério ordinário e universal", e, portanto, pertence ao "depósito da fé".

Mais recentemente, o Papa Bento XVI se referiu a esse ensinamento como sendo "infalível", em uma carta que informava que o bispo australiano William Morris, da diocese de Toowoomba, havia sido afastado do cargo, em parte por levantar a questão da ordenação de mulheres em uma carta pastoral de 2006.

Policarpo também teria dito que o debate sobre a ordenação de mulheres é, em certa medida, um "falso problema", porque as mesmas jovens que fazem essa questão a ele normalmente baixam a cabeça quando ele pergunta se elas mesmas estariam dispostas a ser presbíteras.

Policarpo, 75 anos, é o patriarca de Lisboa desde 1998. Embora tenha atingido a idade normal de aposentadoria para os bispos, Bento XVI recentemente confirmou-o no cargo por mais dois anos.

Ex-reitor da faculdade de teologia da Universidade Católica Portuguesa, Policarpo foi considerado por alguns como um candidato "azarão" ao papado durante os últimos anos do falecido João Paulo II. Ele é visto, em geral, como um moderado teológico e político, e um construtor de pontes entre a Igreja na Europa e na América Latina.

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