O 15-M ocupa as ruas e rejeita o Pacto do Euro

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20 Junho 2011

Milhares de pessoas ocuparam as ruas e praças das principais cidades espanholas para rejeitar o Pacto do Euro.

A reportagem é de Patricia Ortega Dolz e publicada pelo El País, 20-06-2011. A tradução é do Cepat.

O 19-J superou o 15-M. O movimento dos indignados que começou como uma reação espontânea às "injustiças" do sistema sócio-econômico faz pouco mais de um mês e continuou em um acampamento –protesto e se ampliou em assembléias de bairro alimentados por redes sociais , demontrou mais uma vez uma vez a sua vitalidade e, acima de tudo, a sua grande capacidade para canalizar os sentimentos de desilusão, cansaço e frustração de uma parte importante da população espanhola.

Concentraram-se nas principais cidades do país em várias manifestações, 200 mil pessoas (entre 37 mil e 42 mil em Madrid, de acordo com o cálculo feito pela empresa Lynce Efe; em Barcelona 98 mil, segundo estimativas deste jornal, 75 mil segundo a prefeitura; 25 mil em Valência; 10 mil em Alicante e 4 mil em Castellon; 16 mil na Galicia, segundo dados preliminares da polícia local e 5 mil em Sevilla, segundo a prefeitura...), parece que as pessoas assimilaram que os incidentes violentos protagonizados nos últimos dias junto ao Parlamento da Catalunha não tem nada a ver com o Movimento 15-M, que convocou a mobilização dos indignados em todo o país.

Nas mobilizações de Barcelona, as agressões e insultos aos deputados Catalães desapareceram do imaginário coletivo em uma grande manifestação em que não houve incidentes. O movimento pediu que não houvésse violência nas manifestações. E assim foi. O serviço de segurança interna manteve o controle, destaca Jesus Garcia. O único incidente aconteceu quando dois membros da Polícia à paisana foram descobertos. Algumas pessoas os repreenderam, mas logo a segurança do movimento os acompanhou e os policiais deixaram o local em suas vans.

Se alguém duvidava do que iria acontecer com o movimento após o levantamento dos acampamentos há uma semana, agora já não têm mais. Milhares de pessoas marcharam pelas ruas das cidades e tomaram as praças em um ato massivo de reafirmação do espírito de luta pacífico dos quincemayistas [referência ao 15-M] nome dado pelo escritor José Luis Sampedro, um dos teóricos do movimento e que escreveu o prólogo do livro Indignai-vos! de Stéphane Hessel.

O 15-M mostrou novamente que o "sistema" não pode ficar indiferente diante de tanta insatisfação e de tanta decepção ... Todo esse gigantesco coletivo de indignação, simbolizada e projetado para o mundo a partir do acampamento de Puerta del Sol, obriga os responsáveis políticos e financeiros do país a repensar seus métodos e fundamentos. Nessa mesma semana, os indignados participaram da Junta de acionistas do Banco Santander protestando contra o seu presidente, Emilio Botin, em outro sinal de como é difícil ignorá-los.

Em Madrid, colunas humanas perfeitamente organizadas e sincronizadas partiram de todos os cantos da capital para confluir no coração da democracia representativa: os tribunais. O grito de chegada nas imediações do Congresso dos Deputados tornou-se um outro símbolo: "não, não, não nos representam".

Com o recorde nacional de quase cinco milhões de desempregados, os indignados parecem vir de todos os lugares, prontos para impedirem de forma pacífica (também utilizando os códigos da sociedade de mercado) qualquer iniciativa ou reforma destinada a piorara o atual das coisas, seja no âmbito do mundo do trabalho, da educação, econômica ou ecológica.

Muitos dos cartazes manifestavam rejeição ao Pacto do Euro, que se apresenta a partir de Bruxelas como uma receita para aliviar a crise e promover a competitividade, sugerindo maior contenção nos gastos públicos (na área social e na previdência) e contenção salarial e maior flexibilidade nas relações de trabalho. Um pacote de medidas que os indignados traduzem como "cortes nos direitos sociais e do trabalho".

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