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07 Abril 2011

Em março do ano passado, três alunos da Escola Municipal General Humberto de Souza Mello, no Maracanã iniciaram uma briga. A diretora tentou apartar, mas foi agredida. O tumulto se generalizou, alunos quebraram as grades da escola, jogaram bombas e depredaram a escola com ajuda de alguns pais, além de gritar que a diretora não sairia viva da escola. Os funcionários tiveram que se esconder numa sala trancada. Um mês depois, em outra escola de Santa Cruz, um aluno de sete anos cortou parte da orelha de outro na sala de aula, na frente da professora. Em junho, a professora Eliana Lopes teve um dedo da mão quebrado por um aluno dentro da sala de aula. Em agosto, o Ciep Municipal Antônio Candeia Filho, em Acari, foi assaltado pela oitava vez em três meses e a professora Anna Maria, do Ciep Professora Célia Martins Menna Barreto, em Bangu, foi agredida por uma mãe de aluno repreendido ao quebrar um apontador para brincar com o estilete e ameaçá-la. A violência faz parte do cotidiano das escolas do Rio de Janeiro. Nada tão extremo quanto a tragédia do Realengo, mas eventos graves que levaram muitos professores a tirar licença e se afastar de suas funções.

A reportagem é de Paola de Moura e publicada pelo jornal Valor, 08-04-2011.

Segundo o Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio (Sepe), uma pesquisa feita pela própria Secretaria Municipal de Educação no ano passado, mostra que a violência afeta 300 das 1.500 escolas do município. O levantamento é feito a cada dois anos com os diretores que, numa escala de um a dez, avaliam a violência dentro e fora dos colégios.

A maior queixa dos sindicatos é a falta de funcionários de apoio nas escolas. Vera Nepomuceno, coordenadora do Sepe, diz que as escolas não possuem mais apoio de agentes administrativos e que há carência de 1.600 funcionários. No ano passado 300 agentes administrativos foram contratados, número que seria insuficiente para suprir a carência. O Sepe diz que, sem os inspetores, é difícil controlar os alunos fora de sala e coordenar a entrada e saída.

No ano passado, a secretaria escolheu uma empresa chamada VPar para contratar zeladores para as escolas. Os candidatos, no entanto, estariam sendo convocados por políticos. O vereador Paulo Pinheiro (PPS-RJ), disse que foi ao Grajaú Tênis Club, onde estava sendo feita a inscrição, e mais de 600 candidatos levavam cartões de políticos com indicações. "Instauramos uma CPI, mas, dias antes, o contrato foi cancelado", conta ele.

Em novembro, a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, baixou um decreto dando orientações aos diretores sobre como proceder em caso de violência e a secretaria passou a considerar as agressões como acidente de trabalho. O funcionário que sofre dano físico ou mental passou a ter direito à licença para tratamento, enquanto a direção ficou obrigada a orientar o professor a fazer boletim de ocorrência. O objetivo é evitar que a escola esconda o problema. Além disso, funcionários que sofrerem agressão de pais ou responsáveis devem ser transferidos.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse que as escolas do Rio devem ter as portas abertas à comunidade. "Não quero anunciar nenhuma medida precipitada."

Vera Nepomuceno, coordenadora do Sepe, afirmou que apesar de se tratar de um desequilibrado, a violência de ontem não foi um ato isolado. "Ela faz parte do sucateamento de nossas escolas e da falta de funcionários, fatores que geram insegurança. Todos os dias, recebemos ligações de professores reclamando de alunos armados e de agressões", conta Vera, que diz que está programando atos públicos para levantar a discussão na sociedade. A secretaria de Educação e a Prefeitura não responderam às acusações do sindicato.

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