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19 Março 2011

O Twitter converteu-se em uma poderosíssima rede social, protagonista tanto nas revoltas árabes como na ascensão e queda de personagens famosos. A Espanha, com dois milhões de usuários diretos, é o país europeu onde o Twitter mais cresce.

A reportagem é de Delia Rodríguez e está publicada no jornal El País, 13-03-2011. A tradução é do Cepat.

É um dia qualquer de fevereiro no Twitter. Às 6h, Alex de la Iglesia já está gravando com Salma Hayek e sobe uma foto da atriz. Um pouco mais tarde, o coapresentador de Ana Rosa Quintana Màxim Huerta verifica seu celular diretamente no estúdio: tem uma chuva de mensagens porque os espectadores acabam de ver em seu programa a mulher de Santiago del Valle confessar que seu marido é um assassino. Ao meio dia, o [ministro do Interior, Alfredo Pérez] Rubalcaba anuncia a redução da velocidade máxima nas estradas para economizar gasolina e os cidadãos reagem com ironia ("Vamos passar a aposentadoria para os 110 anos e a velocidade máxima nas auto-estradas para 67 quilômetros!"). Os blogueiros participam de um congresso em Burgos e saturam o Twitter contando o que comem, veem e escutam, enquanto redistribuem as últimas manchetes sobre a Líbia e Gadafi da cadeia Al Jazira. À noite, se comenta a estreia de Filhos do Papai, no Cuatro.

E cada dia é assim. Este caos de informação – pública e privada, relevante e acessória, séria e de brincadeira, transcendente e cotidiana, canalizada por amigos, celebridades, desconhecidos, empresas e meios de comunicação – chamado Twitter enfrenta seu quinto aniversário em julho próximo com 200 milhões de contas em todo o mundo e 130 milhões de tuittadas por dia. É um momento dourado para a rede social, popularizada entre o grande público graças ao romance mantido com famosos e meios de comunicação, mas que manteve o lado informativo desempenhando um papel chave em um acontecimento histórico como são as recentes rebeliões nos países árabes. A Espanha aderiu com força à twitterrevolução; é o país europeu onde mais cresce: 151% em um ano, chegando aos dois milhões de usuários únicos, segundo a ComScore, e sem contar os muitos que preferem utilizá-lo através de programas para o celular ou o computador, em vez de usar o twitter.com.

Se o Facebook triunfou ao descobrir que na realidade os seres humanos se importam menos com a privacidade do que com as relações, o Twitter provou que as comunicações curtas e rápidas servem para quase tudo. Suas mensagens estão limitadas a 140 caracteres. Se o que se deseja comunicar não cabe, recorre-se aos links, a uma foto recém tomada, a uma reportagem, a um blog. "A experiência tuitteira é diferente para cada usuário porque cada um a regula através das pessoas que decide seguir e vice-versa; o conteúdo que se publica define quem serão seus seguidores. Também é assimétrica na amizade. Qualquer um pode te seguir e não há necessidade de um seguimento mútuo", explica o professor da Universidade de Navarra José Luis Orihuela. Ele segue 1.000, mas é seguido por 120.000. Quando um espanhol se inscreve, se lhe sugere começar a receber suas mensagens, junto com outras pessoas e organizações das mais díspares. A partir daí, o recém-chegado deverá começar a buscar conhecidos e a construir sua rede. Decidir se se interessa pela vida cotidiana dos jogadores de futebol, falar com os amigos ou retransmitir diretamente o que a CNN emite.

O Twitter é cruel e mostra talvez melhor que nenhuma outra rede social as relações nuas visíveis como fios. Lady Gaga é seguida por 8,5 milhões de pessoas, enquanto milhares de anônimos não são seguidos por ninguém. São habituais as celebridades da rede desconhecidas na rua, os jornalistas com mais ressonância que seus próprios meios ou os subordinados mais populares que seus chefes. No Twitter, se alguém se rodeia de pessoas interessantes, terá acesso a informações interessantes. E se disser algo relevante e ocupar a posição correta na rede, sua mensagem pode obter repercussão mundial instantânea. Como na própria vida, mas de uma forma infinitamente mais simples e veloz. Os mais populares não são os mais influentes. As contas dos meios de comunicação são responsáveis pela maioria dos temas quentes (trendingtopics), que os usuários filtram e divulgam a toda velocidade: sua vida média é de 20 a 40 minutos, segundo um estudo da HP.

A partir de sua publicação, praticamente todas as grandes notícias saltaram primeiro no Twitter. Impensável há cinco anos até para o seu fundador, Evan Williams, que já havia tomado parte em outro terremoto informativo anterior, criando nada mais nada menos que o Blogger, a precoce ferramenta de publicação simples de blogs que vendeu ao Google em 2003. Williams pensou no Twitter como uma forma divertida de comunicação entre família e amigos, e junto com Jack Dorsey e Biz Stone idealizou um protótipo em questão de semanas. Os earlyadopters tecnológicos, que se inscrevem em todas as novidades pelo prazer de acompanhá-las, descobriram que conversar aí era mais simples que fazê-lo em outros espaços como os comentários dos blogs. Logo a comunidade encontrou outras utilidades para o seu uso: inventaram o retuit (RT, uma forma de repetir o tuitter de outra pessoa), se organizaram com hashtags para poder seguir conversações (etiquetas marcadas com o símbolo #) e pouco a pouco a conversação cotidiana e casual se misturou com a atualidade.

"No começo, não estávamos conscientes de que a nossa conversa era tão pública, era quase um chat entre freaks", conta Marilín Gonzalo, diretora de conteúdos da rede de blogs Hipertextual e usuária pioneira. É dessa época o ar descontraído da rede e seu logotipo: um pássaro azul que adquiriram em um banco de imagens barato. De fato, tweet significa trino em inglês. Hoje, a empresa se leva muito a sério: seu objetivo é chagar ao bilhão de usuários, uma meta compartilhada com o Facebook, e alguns analistas financeiros calculam que vale 10 bilhões de dólares.

Seu segredo é tornar-se imprescindível para os seus usuários. A primeira coisa que Marilín faz todas as manhãs é ligar o computador e olhar o Twitter, que fica minimizado durante todo o dia. Se sai para a rua, o usa no celular, e antes de dormir, também. Desde que criou sua conta há quatro anos, nunca passou mais de três dias sem usá-lo. Célebre na rede, mas desconhecida fora dela, esta jornalista argentina é uma das mulheres mais seguidas da Espanha. Cada comentário seu sobre um assunto da atualidade provoca dezenas de respostas, mesmo que tenha aprendido que não tem necessidade de responder a todas. Ao contrário do correio eletrônico, a etiqueta tuittata não requer uma resposta imediata... nem sequer uma resposta. Tem mais de 105.000 followers. "A partir de certo número de seguidores és muito mais cuidadosa com o que dizes", afirma. Soa lógico: é mais popular que a maioria dos meios de comunicação espanhóis.

Usuários e meios de comunicação ainda estão aprendendo que o Twitter é um depósito onde se misturam o público e o privado, onde verdade e mentira voam na mesma altura. As reputações se constroem ou se destroçam com rapidez. Nos Estados Unidos foi repercutido o caso do jornalista Nir Rosen, que se demitiu após ter feito um comentário sobre a violação sofrida no Egito pela enviada da CBS. O título do artigo em que se tratou de explicar era eloquente: "Como 480 caracteres destruíram a minha carreira". Na Espanha correram rios de tinta quando no mês passado o El País suspendeu a campanha publicitária do diretor Nacho Vigalondo depois que publicara uma brincadeira sobre o Holocausto em seu Twitter. Outro diretor, Alex de la Iglesia, passou do inferno ao céu da rede ao modificar sua opinião sobre a lei Sinde após o contato com os tuitteiros e se demitir, em consequência, como presidente da Academia de Cinema.

O escritor Arturo Pérez-Reverte tuittou na última dança de ministros sobre as lágrimas de despedida de Moratinos que "nem para sair teve colhões". Imediatamente, os usuários se puseram a fazer brincadeiras sobre o machismo do escritor. O acadêmico achou graça e se uniu aos tuitteiros, que o receberam encantados. Suas palavras foram amplamente recolhidas na imprensa e televisão. Meses depois, diria a este respeito o seguinte em um congresso sobre redes sociais: "O Twitter é uma conversa de amigos, uma mesa de bar. Ocorreu como quando um jornalista tira uma frase do contexto. No dia seguinte, dois ministros citaram o meu nome no telejornal. Transpor um twitter tão cru, isolado, descontextualizado... No Twitter, tudo o que disser poderá ser utilizado contra você. Acaba com o seu espírito. É preciso apelar para o senso comum. Não é um meio para fazer uma coletiva de imprensa".

José Luis Orihuela replica que, mais que um bar, o Twitter é comunicação pública e que não pode ser tomado superficialmente. Que os arroubos de espontaneidade são pagos caro. Culpa em parte o fato de que seja usado de forma móvel e rápida, de qualquer lugar e momento. A viralidade do meio pode jogar a teu favor, mas também contra. A fascinação midiática que exerce também não ajuda: "Os meios de comunicação cada vez mais prestam atenção naquilo que as pessoas estão falando nas redes sociais. É um elemento que tem que incorporar de forma mais séria, sofisticada e cuidadosa. O Twitter é o festival do texto tirado do contexto".

O humor, uma parte muito importante da experiência tuitteira, corre muitos riscos de ser mal entendido ao ser transportado para um título. Gerard Piqué deu um grande respaldo à popularidade do Twitter na Espanha no mês passado, quando decidiu publicar uma foto com um grupo de amigos que confirmava de fato sua relação com Shakira. Mas os tuitteiros decidiram não se fixar no casal, mas em um amigo de Piqué que aparecia em um lado da imagem com uma camisa de quadros e um gesto gracioso. A brincadeira se converteu em algo viral, chegou à lista dos trendingtopics e o jogador aproveitou para organizar um encontro entre os usuários e seu amigo em um gesto hábil. Em horas, o jovem havia passado do anonimato a protagonista das notícias mais lidas de todos os digitais. Piqué brincou dizendo que era o novo empresário do rapaz da camisa de quadros e que pedia "respeito por sua intimidade". Muitos meios entenderam o tuitter de forma literal, como se o jogador tivesse realmente se convertido em representante.

"O humor requer contextos compartilhados", disse o professor. "Quanto mais houver, mais fácil será, por isso os amigos se riem tanto, porque uma única palavra faz recordar toda a piada. No Twitter, o contexto não é compartilhado, quem o coloca é o leitor, não há espaço para ele. É fácil que de forma involuntária – ou intencional – ocorram esse tipo de mal entendidos". O cantor David Bisbal também foi vítima, em fevereiro, da pressão tuitteira, mas não foi tão hábil em lidar com o tema como Pérez-Reverte ou Piqué. Escreveu em plena crise egípcia ao seu milhão de seguidores: "Nunca se viu as pirâmides do Egito tão pouco visitadas, tomara que a revolta acabe logo". Em minutos, a frase foi a fofoca da internet. Indignado, publicou um twitter de queixa. Depois apagou os dois. O que só piorou as coisas.

Alejandro Sanz, o espanhol mais seguido do Twitter, com mais de 1,7 milhão de followers, mantém uma postura muito impopular sobre as descargas, que muitas vezes o leva a se enfronhar em discussões com os usuários. Surpreende o fato de que enquanto muitos políticos, empresas e organizações deleguem para community managers, muitas celebrities usem o serviço pessoalmente. A desintermediação da internet aplicada à fama, sem a intermediação de empresários nem jornalistas. Para bem e para mal. O poder dos fãs é uma das forças ocultas que move o Twitter: a empresa calculou que 3% de seus servidores estavam dedicados ao ídolo canadense Justin Bieber. Tiveram que modificar o algarismo que detectava os temas quentes para que não aparecesse sempre neles. No dia em que cortou o cabelo perdeu 80.000 seguidores.

Mas não é apenas coisa de adolescente. Há escritores, intelectuais, presidentes de Governo. Para todos eles, as vantagens são muitas: trata-se de uma ferramenta de marketing barata, efetiva e fácil de manipular. A desvantagem é que se arriscam a escutar o que não querem ouvir. Em seu telefone celular e em seu próprio bolso. "No começo as críticas me causavam muito efeito", explica o âncora de TV e jornalista Màxim Huerta, fascinado com o Twitter. "Dá mais vontade de responder àqueles que insultam do que a quem diz algo positivo, e isso não é justo". Notou o surgimento do provocador tuitteiro, que está atrás de alguém que meta o pé, e numa evolução muito comum, com o tempo se moderou: "Antes colocava fotos minhas no banheiro, do meu café da manhã, do meu rosto... Até que um dia vi a minha foto todo despenteado às seis horas da manhã em Sé lo que hicisteis", explica. Chegaram a pará-lo na rua para lhe dizer que o seguem no Twitter. "Não "te vejo na televisão’, mas "te sigo’. A televisão é mais fria".

Huerta tuitteia constantemente, mas também adora ver TV com o celular na mão comentando os programas. "A solidão do espectador acabou com o Twitter. É como estar subitamente em um campo de futebol. Vês todas as reações de um monte de gente". Não é o único a fazer isso. Na última SuperBowl se tuittou a um ritmo de 4.000 mensagens por segundo. Já não se espera mais pelo dia seguinte para comentar no escritório a apresentação dos Goya ou a estreia de Operación Triunfo, mas se faz direto. O papel do Twitter como marco social da televisão ou segunda tela deu uma grata surpresa à indústria, que após anos buscando incentivar o espontâneo para salvar a publicidade, se defrontam com o fato de que os espectadores o prefiram... para poder falar entre si. Séries como El barco usaram a ferramenta como um canal a mais da ficção.

Após anos de tentativas, muitas empresas e organizações o incorporaram com relativa naturalidade às suas estratégias comunicativas. A conta oficial de La Moncloa é seguida por 115.000 pessoas. A Iberia informou instantaneamente na sua conta sobre a última greve dos controladores. O serviço de atendimento ao consumidor das operadoras costuma funcionar melhor por Twitter do que por telefone. A companhia comercializa publicidade dentro dos fluxos de busca e em seus trendingtopics. Até mesmo a propaganda e a publicidade encoberta – em um processo de perda da inocência que lembra aquele sofrido pela blogosfera – fizeram a sua aparição. Marilín Gonzalo conta como chegou a receber ofertas para emitir tuitters falando bem de uma empresa, algo que, denuncia, alguns tuitteiros fazem sem se dar conta. Màxim Huerta chegou a receber uma remessa tão grande de cerveja de uma determinada marca, em agradecimento por tuittar de forma espontânea sobre seu costume de ir tomar uns copos, que teve que organizar uma festa para acabar com o "presente".

Enquanto o potencial corporativo do Twitter foi se impondo como dado, o debate que o cercava perdia interesse a favor de outros assuntos. Um, colocado por Nicholas Carr, é até que ponto o nosso cérebro está sendo transformado por tecnologias como o Twitter, prejudicando a nossa capacidade de concentração e reflexão. Ele defende que a internet está nos tornando idiotas, enquanto outros argumentam o contrário, que a tecnologia nos obriga a evoluir como espécie. Em qualquer caso, a ferramenta, reconheceram psicólogos como Steven Pinker, seduz o nosso cérebro graças à constante chegada de pacotes de informação. Nada o atrai mais do que as pequenas novidades. Atualizar. Ver mensagens novas. Atualizar. Olhar mensagens constantemente.

O segundo debate passou em pouco meses dos teóricos da rede aos telejornais. Pode o Twitter mudar o mundo, graças às suas portentosas capacidades para a comunicação? Há apenas um ano, a pergunta poderia provocar risos. Agora não. Quando a rede do Wikileaks foi inutilizada pela empresa que administrava o seu DNS, os usuários divulgaram em segundos para toda a rede os novos endereços. As ações do Anonymous correm pelo Twitter como pólvora. A rede social foi fundamental para o último renascer do ciberativismo espanhol, catalisado nos protestos contra a lei Sinde, desde a criação do manifesto em defesa dos direitos fundamentais em dezembro de 2009, até a última campanha #nolesvotes, que defende um voto de castigo aos partidos que apoiaram a lei antidescargas. Seu slogan é, diretamente, uma hashtag.

"O Twitter é a chave. É a ferramenta dos ativistas", explica o advogado Carlos Sánchez-Almeida, o primeiro a lançar a hashtag #nolesvotes. Velho conhecedor dos movimentos de protesto na rede espanhola desde os anos 90, afirma que, ao contrário de então, a velocidade desta nova ferramenta torna as ações de "guerrilha" imediatas. Em apenas uma tarde, e graças ao Twitter, os usuários se organizaram para criar e coordenar 80 grupos regionais para a campanha.

Um exemplo do poder revolucionário tuitteiro inclusive sem Twitter é a forma como a ativista Yoani Sánchez usa a rede desde Cuba. Como não pode acessar a sua conta devido à censura na Ilha, tuitteia às cegas desde o seu celular. Em troca, recebe SMS de todo o mundo de seus 100.000 seguidores que a informaram, por exemplo, sobre o que estava acontecendo na Líbia e no Egito. Depois, as notícias voam ao estilo cubano, em CDs ou memórias USB. E nas rebeliões dos países árabes, o Twitter ajudou na organização dos ativistas e serviu como caixa de ressonância internacional de suas ações. Quando Mubarak ordenou aos provedores de internet desligar o país, usuários de todo o mundo ajudaram os egípcios a pular a desconexão e o Twitter se aliou ao Google para criar um sistema que lhes permitisse tuittar mediante uma chamada telefônica local.

"Nenhuma revolução, nem esta nem nenhuma outra, é produzida pelo Twitter ou por qualquer outra tecnologia de comunicação, mas sem o Twitter e outras redes sociais as revoluções não teriam tido a forma que têm, não teriam sido tão espontâneas, nem de difusão tão rápida, nem tão auto-organizadas de forma flexível e pouco controlável, sem partidos de vanguarda nem autoproclamados líderes", explica por correio eletrônico o professor de sociologia Manuel Castells, uma autoridade nas relações entre comunicação e poder. "Por isso eu as chamo de wikirrevoluções (como Wikipedia), movimentos sociais autoproduzidos e auto-organizados, que se baseiam em redes horizontais de comunicação e confiança entre as pessoas, que começam no Twitter e no Facebook e terminam nas ruas e, quando é necessário, nas barricadas, como nos tempos heróicos. Mas para chegar às barricadas é preciso passar pela rede. Estas são as revoluções de nosso tempo, protagonizadas por jovens com os meios próprios de sua geração, as redes sociais".

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