Destino nuclear do mundo dependerá do que acontece com a usina japonesa

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13 Março 2011

Às vezes é sensato afirmar o que é óbvio. Há uma dúzia de boas razões pelas quais o desastre nuclear do Japão não deve fazer o mundo temer a energia atômica e uma boa razão pela qual vai.

O comentário é de Julian Glover, publicado no The Guardian e reproduzido pelo jornal Folha de S. Paulo, 14-03-2011.

Mas quando usinas nucleares explodem na TV ao vivo, por mais que as causas disso não possam se repetir e por mais controláveis que sejam as consequências, todas as promessas do setor de energia atômica e todos os argumentos pró-usinas são varridos numa nuvem assustadora de pó de césio. Foram necessárias três décadas para desfazer as consequências emocionais de Three Mile Island e Tchernobil. Pode levar um prazo semelhante para esquecermos a calamidade de Fukushima. Quando especialistas decidem que é preciso inundar reatores no país mais tecnologicamente avançado do mundo com um fluxo improvisado de lixo marinho, as pessoas vão se indagar se o planejamento de emergências do setor realmente é tão bom quanto nos prometem.

Uma catástrofe em algum Estado ex-soviético atrasado poderia ser explicada como o tipo de coisa que acontece em países pouco sofisticados. Mas aconteceu no Japão, que tinha feito todos os preparativos possíveis. E os engenheiros não mentem quando dizem que os designs modernos são melhores. A maior parte do lixo nuclear e todos os grandes acidentes, incluindo este, vieram da geração mais antiga. Mas a energia nuclear, mais que qualquer outra, requer que o público confie nela, porque vem acompanhada da possibilidade de destruição invisível e imensa.

Se o vazamento se mostrar muito pior do que parece, o Ocidente vai parar de construir usinas nucleares. Se for contido, talvez possamos seguir adiante, com custos de segurança mais altos. De um modo ou de outro, é possível que Fukushima seja o argumento decisivo -e o planeta sentirá as consequências.

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