Teólogos europeus exigem fim do celibato e ordenação de mulheres

Revista ihu on-line

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Mais Lidos

  • Pacto das Catacumbas pela Casa Comum. Por uma Igreja com rosto amazônico, pobre e servidora, profética e samaritana

    LER MAIS
  • A ideologização da Sociologia (além de uma simples distração). Artigo de Carlos A. Gadea

    LER MAIS
  • Vozes que desafiam. Dorothy Stang, profetiza e mártir da Amazônia

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

07 Fevereiro 2011

144 professores de Teologia - equivalente a um terço dos teólogos católicos de fala alemã residentes na Alemanha, Suíça e Áustria – subscreveram um manifesto em que exige reformas na Igreja católica. As propostas incluem o fim do celibato, a ordenação de mulheres e a participação popular na escolha de bispos.

A reportagem foi publicada no jornal Süddeutsche Zeitung, destacando o fato de que esse número seria maior se muitos não temessem represálias da instituição. O fato lembra a Declaração de Colônia, assinada por 220 teologos em 1989, no papado de João Paulo II.

A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 07-02-2011.

Judith Könemann, professora de Teologia em Münster, destacou que o amplo eco a partir da declarações ao jornal bávaro demonstra que "tocaram um nervo". Ela é uma das oito pessoas que redigiram o manifesto, ao qual se somaram professores eméritos da envergadura intelectual de Peter Hünermann e Dietmar Mieth, velhos batalhadores por reformas como Heinrich Missalla e Friedhelm Hengsbach, progressistas como Otto Hermann Pesch e Hille Haker, e até mesmo conservadores como Eberhard Schockenhoff.

Tendo como pano de a crise até então incontornável dos escândalos de pedofilia em dioceses e paróquias da Igreja católica ao redor do mundo, o texto elogia o chamamento dos bispos a um diálogo aberto. Pragmático, os assinantes de dizem "na responsabilidade de dar uma contribuição a um novo começo real", assumindo a tese central de que a Igreja Católica só "pode anunciar o libertador e amante Deus Jesus Cristo", quando ela mesma "for um lugar e um testemunho crível da mensagem de libertação do Evangelho".

Insiste que ela deve reconhecer e fomentar "a liberdade do homem como criatura de Deus", respeitar a consciência livre, defender o direito e a justiça e criticar as manifestações que "depreciam a dignidade humana". O que trazem são "desafios", que incluem "maiores estruturas sinodais em todos os níveis da Igreja" e a participação dos fiéis na escolha de seus bispos e párocos.

O manifesto retoma o afirmação já feita de que a Igreja católica necessita "também de sacerdotes casados e mulheres no ofício eclesiástico", denuncia que a falta de sacerdotes força a exigência de paróquias cada vez maiores e lamenta que os sacerdotes sofram desgastes diante destas circunstâncias.

Enfatiza ainda que "a defesa legal e a cultura do direito" na Igreja devem "melhorar urgentemente" e argumenta que a elevada valorização do matrimônio e do celibato supõe "excluir pessoas que vivem o amor, a fidelidade e a preocupação mútua" em uma relação estável de casal do mesmo sexo ou como divorciados casados em segundas núpcias.

Desconstrói a suposta autoridade de Roma e critica o "rigorismo" da Igreja Católica, insistindo que não se pode pregar a reconciliação com Deus sem criar as condições para uma reconciliação com aqueles "diante dos quais é culpada: por violência, por negar o direito, por converter a mensagem bíblica de liberdade em uma moral rigorosa sem misericórdia".

E voltou aos escândalos de pedofilia, afirmando que "à tempestade do ano passado não pode seguir tranquilidade nenhuma", e afirma considerar que "nas circunstâncias atuais só pode ser a tranquilidade da sepultura". E conclui denunciando a prisão do pavor institucional diante do rebanho, exigindo diálogo, observando que "o medo não é bom conselheiro", recordando que os cristãos foram "chamados pelo Evangelho a olhar com valor para o futuro e como o chamamento de Jesus a Pedro para caminhar sobre as águas: "por que estais com medo? Vossa fé é tão pequena?’".

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Teólogos europeus exigem fim do celibato e ordenação de mulheres - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV