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22 Maio 2019

Roberto Romano Da Silva

Recordando a História (algo que está sendo banido do Brasil). A consagração de um país ao Coração de Jesus ou ao de Maria significou no século 19 uma prática de política internacional contrária ao liberalismo laico, ao socialismo, ao comunismo.

De acordo com a genealogia infernal traçada pelos Contra revolucionários (De Maistre, De Bonald, Donoso Cortés e outros) a subversão e a anarquia teriam começado com Lutero, quando se colocou em causa a Autoridade visível da Igreja, se estabelecendo o trato direto do crente com Deus, sem a mediação do clero.

Para os reacionários do século 19 a Reforma é o primeiro passo para a indisciplina e falecimento da Autoridade que deve imperar no social e no Estado.

Como as Revoluções do século 18 teriam herdado o vício da Reforma, a ausência da autoridade soberana, os contra revolucionários pregaram um retorno à Idade Média católica (inclusive Novalis idealizou tal passo em Cristandade ou Europa).

Na Idade Média, como reação ao comércio, à urbanização, à centralização do poder nas mãos dos reis, a Igreja propagou a construção de centros de culto, todos eles dedicados à Maria (Chartres, Paris, etc, etc). Os templos eram dedicados à Rainha dos Céus, que simbolizava a Igreja e sua soberania, superior ao mando secular.

É na onda do saudosismo romântico do século 19, com o culto à Idade Média, que a Igreja Católica e seus pensadores propuseram a dedicação de países inteiros ao Coração de Jesus ou de Maria, feridos pelos pecados democráticos das Revoluções modernas, sobretudo a francesa. Assim, como expiação dos pecados cometidos pelos franceses revolucionários, a França foi dedicada ao Sacré Coeur de Jesus, aquele monstrumento que fica no Norte de Paris.

A partir daí, todos os governos reacionários e ligados à Igreja católica foram pressionados ou aceitaram servilmente a dedicação ao Coração de Jesus/Maria.

É o que ocorreu no Brasil. O Cristo Redentor é um imenso Coração de Jesus e com ele o governo autoritário reconhecia a "soberania espiritual da Igreja". O mesmo ocorreu com a Bélgica, o Equador etc.

Ou seja, trata-se da unidade entre o que é mais contrário à democracia e à liberdade, nos governos, e o pior lado da Igreja, o autoritário e obscurantista. Talvez não tenha sido Bolsonaro a empreender tal façanha. Mas ela casa muito bem com a sua pessoa e a de seus ministros, sobretudo o Chanceler e apaniguados.

Não esquecer também que Nossa Senhora Aparecida tem o posto de general do Exército brasileiro, merecendo o soldo correspondente. Ah! Spinoza, Spinoza, quanta falta temos de pensadores como o bom português!

 

Fernando Altemeyer Junior

Manipulação da religião. Cristandade voltando com teocracia e abuso do sagrado. Até quando tamanha mentira?

 

Caio Almendra

O drama da esquerda brasileira é assistir o bolsonarismo crescer organicamente, disputar hegemonia, mobilizar pessoas de forma muito mais constante que a esquerda, reconhecer que o bolsonarismo está fazendo isso com um formato de organização completamente diferente do que a esquerda se valeu por trinta anos e, ao mesmo tempo, seguir os "profetas do de sempre" na manutenção das mesmas formas de organização.

"Bolsonaro cresceu!", "Onda conservadora!", "Bolsonarismo orgânico!", "O guarda da esquina!", mas "ninguém mexe na minha forma partido-sindicato-chapa da UNE!".

O século XX destruiu as tradições políticas. A pós-modernidade é a idolatria das ruínas dessas tradições.

 

Gustavo Gindre

O ataque de Trump à Huawei expõe duas fraquezas da China.

Quero me concentrar numa delas: a indústria de microprocessadores, especialmente os de uso geral.

Essa é uma indústria claramente dominada pelos Estados Unidos (Intel, AMD, Qualcomm, Apple) com algumas foundries que trabalham para terceiros (como a TSMC) instaladas nos tigres asiáticos. Além da britânica (agora de capital japonês) ARM licenciando a arquitetura dos chips de celulares.

Mesmo a Europa possui pouquíssimas empresas relevantes nesse setor.

A China tem feito gigantescos esforços para avançar na indústria de chips, os resultados já começam a aparecer, mas ainda vai demorar uns bons anos para ela poder disputar mercado com as norte-americanas.

E, mesmo assim, muito da propriedade intelectual embarcada nos chips chineses é norte-americana.

Ou seja, Trump sabia onde estava batendo quando atingiu a venda de microprocessadores. Na prática a Huawei terá que parar a fabricação de celulares, PCs e notebooks.

PS: a situação é diferente no core das redes de 5G, onde a Huawei tem muito mais autonomia. Por isso, nesse caso, a briga de Trump é para impedir que comprem os produtos chineses.

PPS: o veto aos sistemas operacionais é um problema ainda maior para a China, mas isso fica para outro post.

 

Idelber Avelar

Se as manifestações do dia 26 forem um sucesso -- meça "sucesso" como você quiser, para mim 75% ou mesmo 50% do que saiu às ruas no 15M já contaria como sucesso --, as coisas para a oposição de esquerda não vão mudar tanto assim. Talvez elas fiquem mais tensas e polarizadas, mas é só isso.

Quem precisa mesmo que elas flopem não é a oposição hard ao governo Bolsonaro, são organizações como o MBL e o Vem pra Rua, que ajudaram a elegê-lo mas não vão sair de casa no dia 26. Se forem grandes, aí eles ficam numa sinuca, espremidos entre as manifestações anti-governo, às quais eles não têm como ir, e as manifestações pró-Bolsonaro, que terão acontecido sem ajuda deles.

Quem precisa mesmo que o 26 flope não é o Ciro, o Haddad ou a Marina. É o Kataguiri, o Holiday e o resto dessa turma. Se for grande, o exército bolsovique parte para cima deles babando sangue.

 

Gustavo Gindre

Há um padrão de eleitor do Bolsonaro com quem vira e mexe eu encontro.

São pessoas que tinham a si mesmas em alta conta. Se achavam merecedoras do sucesso. E seja porque são medíocres (a realidade da maioria de nós) ou seja porque o mundo é muito injusto, essas pessoas fracassaram na vida.

Some-se a isso a inexistência de um estado de bem estar social, essas pessoas se sentem abandonadas.

Quando a pessoa é homem, hetero e branco é ainda pior. A todo momento ela ouve falar de políticas (ou da necessidade delas) para as minorias. Mas ninguém fale dele.

Ele ali o loser, numa sociedade que endeusa os winners. Pura amargura quando compara o que achava que seria com o que se tornou de fato.

Daí para se transformar em um reacionário é um pulo.

Toda hora eu encontro com um desses.

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