Luta nos aplicativos: Organização dos trabalhadores da Deliveroo e UberEATS em Londres

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03 Março 2017

Ao retirar os direitos garantidos em lei a esses trabalhadores através do falso contrato como autônomo, essas empresas da economia dos bicos acabaram retirando também a proteção legal aos empregadores que restringia a organização por local de trabalho, transformando a fraqueza da precariedade numa força. O comentário é de Jamie Woodcock em artigo publicado em inglês, Deliveroo and UberEATS: organising in the gig economy in the UK . A tradução e reprodução é publicada por Passa Palavra, 02-03-2017.


Foto e Fonte: PassaPalavras

Eis o artigo.

Em Londres, a economia dos bicos (no inglês, gig economy [1]) vem se expandindo rapidamente, em especial com a entrega de comida em marmitas. A Deliveroo é uma das maiores empresas, com milhares de ciclistas e motoristas de motonetas espalhados ao redor de várias zonas. O Uber lançou uma plataforma rival, o UberEATS, e mais recentemente a Amazon também abriu um serviço concorrente. Essas plataformas de entrega de comida atuam como um intermediário entre os restaurantes e os consumidores, terceirizando o trabalho de transportar a comida.

Tal como no serviço de táxi do Uber, que alega não empregar diretamente nenhum motorista nem possuir frota, os trabalhadores são falsamente categorizados como autônomos. Isso mantém os custos baixos, porque só precisam pagar os salários (seja na forma de pagamento por hora, seja por corrida), sem precisar oferecer férias remuneradas, auxílio doença e outros direitos. Deixar os trabalhadores sem