Papa Francisco: “Que São José dê aos jovens a capacidade de se arriscarem por seus sonhos”

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21 Março 2017

Que São José ajude os jovens a assumirem “as tarefas difíceis que sonharam”. Portanto, a ter a capacidade de sonhar, além de arriscar. Esta é a invocação que o Papa Francisco elevou a São José durante a missa da manhã desta segunda-feira, 20 de março de 2017, na Capela da Casa Santa Marta. O Papa refletiu sobre a figura do pai adotivo de Jesus, protetor (com ternura paterna) das fragilidades dos homens e do “sonho de Deus”, cuja solenidade foi mudada porque no domingo, 19 de março, coincidia com o Domingo de Quaresma.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr. , publicada por Vatican Insider, 20-03-2017. A tradução é de André Langer.

O Pontífice celebrou em memória das 13 estudantes que participavam do programa de intercâmbio universitário europeu Erasmus, que morreram há um ano na Espanha em um acidente na Catalunha. Estiveram presentes na celebração os pais e familiares das jovens italianas que perderam a vida há um ano.

Como indicou a Rádio Vaticano, o Pontífice destacou que São José obedece ao Anjo que lhe aparece em sonhos, e toma consigo Maria, grávida por obra do Espírito Santo. José é um homem reservado e obediente, carrega consigo a promessa da “descendência, da herança, da paternidade, da filiação e da estabilidade”. E este homem, que é um “sonhador”, é capaz de “aceitar esta tarefa, esta tarefa difícil e que tem muito a nos dizer neste período de uma grande sensação de orfandade”. E assim, “toma a promessa de Deus e a leva adiante em silêncio com fortaleza, a leva adiante para aquilo que Deus quer que seja realizado”, recordou o Bispo de Roma.

São José pode “pode nos dizer muito, mas não fala”; é “o homem escondido, que tem a maior autoridade naquele momento, sem demonstrá-la”. Francisco insistiu no que Deus confiou ao carpinteiro: são “coisas frágeis: promessas”, e uma promessa, disse o Papa, é frágil. Como são frágeis o Nascimento do Menino, a fuga para o Egito. No entanto, São José toma no coração e “faz suas” todas “estas fragilidades” como se levam adiante as fragilidades: “com muita ternura, com a mesma ternura com que se carrega um bebê”.

Bergoglio recordou com ênfase: “É o homem que não fala, mas obedece. O homem da ternura, o homem capaz de levar adiante as promessas para que se tornem firmes, seguras. O homem que garante a estabilidade do Reino de Deus, a paternidade de Deus, a nossa filiação como filhos de Deus”. O Papa gosta de pensar nele “como guardião das fraquezas, das nossas fraquezas: é capaz de fazer nascer muitas coisas bonitas das nossas fraquezas e inclusive dos nossos pecados”.

Segundo o Pontífice, São José é protetor das fragilidades para que se tornem fortes na fé. E este encargo o recebeu em sonho: é por isso que São José é um homem “capaz de sonhar”. E é também “protetor do sonho de Deus”: o sonho de “nos salvar”, da redenção. O Senhor o confia a este humilde carpinteiro. Humilde, mas “grande carpinteiro”.

Ao final, Francisco o invocou: “Que ele nos dê a capacidade de sonhar, porque quando sonhamos coisas grandes, coisas bonitas, nos aproximamos do sonho de Deus, das coisas que Deus sonha para nós”. Em particular, “que ele dê aos jovens (porque ele era jovem) a capacidade de sonhar, de arriscar e de empreender tarefas difíceis que viram nos sonhos”. E “dê a todos nós a fidelidade que geralmente cresce em uma atitude justa – ele era justo –, cresce no silêncio e cresce na ternura – concluiu o Papa – que é capaz de proteger as próprias fragilidades e as dos outros”.

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