Meio bilhão de cristãos pedem que G20 reforme a atual arquitetura econômica

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14 Julho 2020

Quatro organizações globais, representando cerca de 500 milhões de cristãos, escreveram uma carta urgente aos líderes do G20, pedindo que eles deixem para trás a atual arquitetura financeira quebrada e promovam uma recuperação verdadeiramente justa e sustentável.

A nota é publicada por Conselho Mundial de Igrejas, 13-07-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A carta, enviada no dia 13 de julho, é do Conselho Mundial de Igrejas, da Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas, da Federação Luterana Mundial e do Conselho para a Missão Mundial.

As organizações expressam “profunda preocupação” sobre como a Covid-19 e a crise econômica relacionada continuaram destruindo vidas e meios de subsistência em todo o mundo. “Até agora, isso resultou em mais de meio milhão de mortes, um desemprego massivo, o aumento das dívidas, pobreza e desigualdade em muitas partes do mundo.”

E a disseminação da Covid-19 continua acelerando.

“Este momento nos oferece uma abertura sem precedentes para examinar coletivamente a ordem atual e para ‘reconstruir melhor’ um sistema diferente que alimente a saúde, o bem-estar e a resiliência das comunidades e do planeta para as próximas gerações”, instam as organizações.

“Aqui, gostaríamos de sublinhar que as medidas e as políticas de recuperação da Covid-19 devem ser compatíveis com ações urgentes e ambiciosas sobre as crises climáticas.”

As pessoas simplesmente não querem voltar ao “velho normal”, aponta a carta. “Para que essas mudanças sejam viáveis e sustentáveis, as discussões também devem ocorrer sob a égide das Nações Unidas, na qual há uma ampla participação de países e da sociedade civil”, diz o texto.

“Destinem recursos financeiros adequados à saúde pública e à proteção social de centenas de milhões de pessoas cujos meios de subsistência têm sido dizimados pela pandemia e a medidas de resposta relacionadas.”

No curto prazo, isso inclui testes generalizados, fornecimento de equipamentos de proteção, cobertura de assistência médica, uma vacina acessível e barata, subsídios de renda básica, assistência ao desemprego e apoio a pequenas empresas.

“Cancelem as dívidas externas dos países de baixa e média renda (que estavam em níveis preocupantes antes mesmo da pandemia) para liberar recursos para que os governos respondam efetivamente à pandemia da Covid-19 e para construir a resiliência e os meios de subsistência das pessoas e comunidades”, pede a carta.

“Implementem a reforma tributária global para financiar a recuperação.”

Leia aqui a íntegra da carta, em inglês.

 

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