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13 Julho 2020

Nestas semanas de início de verão sai à luz nos Estados Unidos dois novos livros de autores distintos, porém, casualmente, um mesmo título: The Next Pope. Publicados por editoras católicas estadunidenses que às vezes dão a impressão de terem se desconectado do papa Francisco.

A reportagem é de Juan Vicente Boo, publicada por Alfa & Omega, 09-07-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Para além do fato de que não há sintomas do fim do pontificado, mas um papa que governa de maneira mais independente da Cúria do Vaticano do que seus antecessores, os títulos soam para muitos católicos americanos como a próxima esposa em um casamento sereno, sem indícios de divórcio.

Cada um à sua maneira, os autores de ambos os livros pretendem orientar os cardeais eleitores sobre em quem votar quando entrarem na capela Sistina. George Weigel, conhecido por sua excelente biografia de João Paulo II, mas também por suas críticas a Francisco, declarou em um webinar recente com jornalistas católicos que “a Santa Sé sofre de sérios problemas financeiros”, a ponto de poder declarar falência no final deste ano.

Edward Pentin, em um tom ainda mais aterrorizante, comentou em uma publicação italiana a teoria de que “Francisco poderia renunciar talvez em julho, mas está esperando que Bento morra mais cedo”. Segundo o autor, seu volumoso livro de 704 páginas “é um dos três projetos semelhantes, embora não idênticos, que visam proporcionar aos fiéis um conhecimento completo dos principais candidatos ao Papa. Esse projeto em particular nasceu entre um grupo de fiéis que querem permanecer anônimos”.

Na realidade, o disparo inicial para influenciar a eleição do próximo Papa e, ao mesmo tempo, enfraquecer o atual, foi – como relatou “Conclave de Mercado” nesta coluna em 11 de outubro de 2018 – o lançamento do projeto Red Hat Report, o Relatório Barretes Vermelhos, da Escola de Negócios Busch da Catholic University of America, financiado pelo bilionário californiano Tim Busch na capital americana.

A equipe então tinha dez ex-investigadores do FBI, que mais tarde se juntaram a especialistas da CIA, revelou o chefe do projeto.

Agora está sendo concedido um revestimento acadêmico, com pesquisadores de universidades de vários países. Trata-se de fazer relatórios, sobre os papáveis e cada um dos 120 cardeais eleitores, para publicá-los em um site americano que pomposamente reivindica um “governo melhor da Igreja”.

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