O fio vermelho que liga o contra-Sínodo sobre a Amazônia e os Arautos do Evangelho

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30 Setembro 2019

Há um fio vermelho que liga os Arautos do Evangelho, a associação internacional sob intervenção da Santa Sé e os inimigos do Sínodo na Amazônia que se abre no próximo domingo (6 e 27 de outubro), e é o pai fundador comum, o católico reacionário brasileiro Plinio Correa de Oliveira (1908-1995).

A informação é publicada por Askanews, 28-09-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Filósofo, jornalista e político, visceralmente hostil ao Concílio Vaticano II ("um momento na história tão triste quanto a morte de Jesus", assim ele o definiu), há muito tempo em contato com monsenhor Marcel Lefebvre, Plinio Correa de Oliveira em 1960 fundou a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (ou, mais brevemente, TFP) para defender os ideais da tradição, da família e da propriedade de toda forma de socialismo e comunismo na sociedade e na Igreja. Sua dissidência na conferência episcopal brasileira, nos anos da teologia da libertação, era total e o episcopado retribuía, chegando a reprovar publicamente seu movimento.

Na época de sua morte, o monsenhor João Scognamiglio Cla Dias fundou uma distinta associação, os Arautos do Evangelho, que em 2001 passou a ser reconhecida pela Santa Sé, patrocinada em especial pelo então cardeal prefeito da Congregação para os Religiosos, Franc Rodè. Eles são reconhecíveis, lembra uma nota do Vatican Insider, "por seu hábito marrom e branco, com uma grande cruz no peito, semelhante à dos cavaleiros medievais". Em 2017 - revelou um artigo do Vatican Insider - o prelado renunciou: a própria congregação do Vaticano havia iniciado uma investigação sobre cultos milenares e exorcismos dentro da mesma. Alguns vídeos, publicados na internet, mostravam entre outras coisas, que o diabo havia dito aos Arautos que o papa Francisco era "o meu homem" e que, segundo Satanás, o papa é "estúpido". Aquela investigação - concernente, conforme consta na nota do Vaticano - “deficiências relativas ao estilo de governo, à vida dos membros do Conselho, à pastoral vocacional, à formação de novas vocações, à administração, à gestão das obras e à captação de recursos "- chegou ao fim com a indicação de um comissário para associação e a nomeação do cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida, como comissário.

Enquanto isso, a Tradição Família e Propriedade continuou suas atividades após a morte do fundador. Com posições ultraconservadoras e simpatias trumpianas, hoje está na vanguarda das críticas, muitas vezes virulentas, ao próximo Sínodo sobre a Amazônia, visto como inoportuno por todo um grupo que vai da administração de Jair Bolsonaro no Brasil até a direita da Cúria. São a TFP, juntamente com o Instituto Plinio Correa de Oliveira (Ipco), que organizaram o mais odioso site na internet sobre o Sínodo Pan-amazônico, o "Pan-Amazon Synod Watch", que registra cada contestação à iniciativa organizada pelo Papa.

O diretor do escritório romano, Juan Miguel Montes, divulgou recentemente uma entrevista ao jornal La Verità, intitulada "O Sínodo Amazônico diminui o Evangelho". E no próximo sábado, véspera da abertura do Sínodo, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira está organizando uma conferência internacional em Roma intitulada "Amazônia: a aposta em jogo". Entre os tópicos, por exemplo, Roberto de Mattei, presidente da Fundação Lepanto, fará uma reflexão assim intitulada: "Os documentos preparatórios do Sínodo abrem o caminho para uma relação panteísta homem-natureza e para uma religião neopagã".

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