Analfabetos e o mercado formal de trabalho no Vale do Sinos

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Liberdade e igualdade não bastam: uma cartilha sobre a Fratelli tutti. Artigo de Charles Taylor

    LER MAIS
  • A Economia Anticapitalista dos Franciscos e das Claras

    LER MAIS
  • “O racismo estrutura a sociedade brasileira, está em todo lugar”. Entrevista com Djamila Ribeiro

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


15 Abril 2014

São consideradas analfabetas as pessoas que não sabem ler e escrever no mínimo um bilhete. Em fevereiro de 2014, segundo dados do cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, em fevereiro de 2014 na região do Vale do Sinos foram admitidas no mercado formal de trabalho 40 pessoas analfabetas, sendo 72,5% do sexo masculino e 27,5% do feminino.

A maior parte dos trabalhadores analfabetos admitidos tem entre 40 e 49 anos (37,5%). Seis jovens analfabetos, entre 18 e 24 anos, foram inseridos no mercado formal de trabalho neste período.

A “Faixa Hora Contratual” de 95% dos trabalhadores analfabetos admitidos é de 41 horas até 44 horas semanais. A faixa salarial de 75% destes trabalhadores, em Salário Mínimo (S.M.), é de 1.01 a 1.5 S.M. Seis trabalhadores recebem entre 1.51 e 2 S.M.

Estima-se que 47,5% das admissões de pessoas analfabetas ocorreram no setor “Indústrias de transformação”. No setor de “Serviços” foram admitidas seis e desligadas oito pessoas analfabetas.

Acesse a página “Indicadores do Vale do Sinos

para consultar estes dados por município

 

O trabalho formal em fevereiro de 2014

O mercado de trabalho formal registrou, entre admissões e demissões, um saldo positivo no mês de fevereiro de 2014 no Brasil. Foram gerados 260.823 novos postos de trabalho, variação positiva de 0,64% sobre o estoque de empregos em dezembro de 2013.

No estado do Rio Grande do Sul, o saldo também foi positivo no mês de fevereiro de 2014, com a geração de 26.485 postos de trabalho. No mesmo período houve crescimento de novos postos de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) que, no mês de fevereiro de 2014, apresentou crescimento de 8.020 novos vínculos.

Estes dados foram reunidos e apresentados na “Carta do Mercado de Trabalho”, referente ao mês de fevereiro, produzida pelo Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas.

A “Carta” também apresenta os dados do município de Canoas, que registrou entre admissões e demissões, no mês de fevereiro de 2014, a ampliação de 1.178 postos de trabalho.

O município de Canoas compõe a regionalização COREDE Vale do Rio dos Sinos. No município ocorreram 27% dos novos vínculos de trabalho da região, que registrou 4.312 novos postos de trabalho.

Os 14 municípios do COREDE registraram geração de emprego em fevereiro deste ano, sendo o maior saldo em Canoas (27%) e o menor em Araricá (0,6%), o que não ocorreu no mês anterior, onde nos municípios de Esteio e Nova Santa Rita o número de desligamentos foi maior que o de admitidos, gerando saldo negativo de 24 e 18, respectivamente.

A partir dos oito setores econômicos, definidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, é possível constatar que o setor “Administração pública” foi o que admitiu e desligou o mesmo número de trabalhadores no mês de fevereiro de 2014.

O setor “Indústrias de transformação” é responsável pela geração dos 45,5% novos postos de trabalho na região. Este setor movimentou, entre admitidos e desligados, em sua maior proporção trabalhadores do sexo masculino, 38,6% admitidos e 36% desligados.

No setor de “Serviços”, no qual ocorreram 22,8% dos novos vínculos, as mulheres representam 14,7% das admissões.

No mês de fevereiro deste ano, 60,6% dos trabalhadores admitidos no mercado de trabalho na região do Vale do Sinos foram contratados com salários entre um salário mínimo e um salário mínimo e meio. Nesta faixa salarial ocorreu o maior número de admitidos e desligados nos setores “Indústrias de transformação” e de “Serviços”, 67% e 53,2% respectivamente.

Dados públicos

A equipe do Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, acessou as bases de dados MTE, que torna público em seu sítio os dados do mercado formal de trabalho a partir do CAGED.

A reunião, sistematização e publicização de diferentes indicadores da região objetivam promover o debate em torno dos dados que subsidiam o planejamento das políticas públicas. Para qualificar o debate e a análise a partir dos indicadores, no dia 20 de maio será realizada na Unisinos, em São Leopoldo, a “Oficina análise dos indicadores socioeconômicos do Vale do Rio dos Sinos”.

A atividade é gratuita, acesse o sítio e inscreva-se!

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Analfabetos e o mercado formal de trabalho no Vale do Sinos - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV