Não à idolatria do dinheiro

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28 Fevereiro 2014

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo
Mateus 6, 24-34 que corresponde ao Oitavo Domingo do Tempo Comum, ciclo A do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto

http://www.periodistadigital.com/religion/

O Dinheiro, convertido em ídolo absoluto, é para Jesus o maior inimigo deste mundo mais digno, justo e solidário que Deus quer. Faz já vinte séculos que o Profeta da Galileia denunciou de forma categórica que o culto ao dinheiro será sempre o maior obstáculo que encontrará a humanidade para progredir para uma convivência mais humana.

A lógica de Jesus é esmagadora: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”. Deus não pode reinar no mundo e ser Pai de todos, sem reclamar justiça para os que são excluídos de uma vida digna. Por isso, não podem trabalhar por esse mundo mais humano querido por Deus os que, dominados pela ânsia de acumular riqueza, promovem uma economia que exclui os mais fracos e os abandona na fome e na miséria.

É surpreendente o que está acontecendo com o Papa Francisco. Enquanto os meios de comunicação e as redes sociais que circulam pela internet nos informam, com todo tipo de detalhes, desde os menores gestos da sua personalidade admirável, oculta-se de forma vergonhosa o seu grito mais urgente para toda a humanidade: “Não a uma economia da exclusão e da iniquidade. Essa economia mata”.

No entanto, Francisco não necessita de longas argumentações nem profundas análises para expor o seu pensamento. Sabe resumir a sua indignação em palavras claras e expressivas que poderiam abrir as notícias de qualquer telejornal, ou ser título da imprensa em qualquer país. Só alguns exemplos.

“Não pode ser que não seja notícia um ancião que morre de frio na rua e que o seja a queda de dois pontos na bolsa. Isso é exclusão. Não se pode tolerar que se atire fora comida quando há gente que passa fome. Isso é iniquidade.”

Vivemos “na ditadura de uma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano”. Como consequência, “enquanto os ganhos de uns poucos crescem exponencialmente, os da maioria ficam cada vez mais afastados do bem-estar dessa minoria feliz”.

“A cultura do bem-estar nos anestesia, e perdemos a calma se o mercado oferece algo que ainda não compramos, enquanto todas essas vidas mutiladas pela falta de possibilidades nos parecem um espetáculo que de nenhuma forma nos altera.”

Como ele mesmo disse: “esta mensagem não é marxismo, mas Evangelho puro”. Uma mensagem que tem de ter eco permanente nas nossas comunidades cristãs. O contrário poderia ser sinal do que diz o Papa: “Estamos nos tornando incapazes de nos compadecer dos clamores dos outros, já não choramos ante o drama dos demais”.

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